Falhou a primeira operação de retirada do talude sobranceiro à Fajã do Rancho recorrendo a almofadas de ar comprimido. A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Pedro Coelho, e também pelo Comandante dos Bombeiros Voluntários locais, num briefing, no Teleférico do Rancho.

Pedro Coelho explicou que a equipa do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR (GIPS) esteve na zona afectada e colocou uma almofada de ar comprimido “fazendo pressão até 54 toneladas, mas o afloramento rochoso instável não caiu. Era bom que tivesse caído porque hoje tínhamos todas as condições de segurança para que isso acontecesse”, lamentou.

O edil adiantou que as equipas que estão gerir esta operação vão “reagrupar e reanalisar” e que amanhã será feita nova tentativa, tendo em conta que agora anoitece mais cedo já não é seguro voltar ao local hoje.

Pedro Coelho referiu ainda que “a fenda é demasiado larga, tem mais de dois metros. Era melhor que fosse mais curta, para que a pressão fosse superior”, e neste sentido, como não foi alcançado o objectivo será feita nova tentativa.

Num balanço à operação o comandante do Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos, Fernando Gomes, esclarecue que a equipa GIPS da GNR tentou a “remoção daquele bloco que está com instabilidade e recorreu a um tipo de almofada injectando ar comprimido para verter o bloco, mas a tentativa não foi conseguida. Vamos reavaliar e ver que procedimento iremos abordar na segunda etapa”, declarou, acrescentando, que na próxima tentativa será usado o método das almofadas de ar comprimido por ser o mais seguro.

Há também a possibilidade de colocar água atrás da fissura para que esta parta, mas não está colocada em cima da mesa, pois, os entendidos na matéria não sabem que eficácia teria. Relembre-se que esta operação vem na sequência das derrocadas que aconteceram no passado dia 12 de Novembro, na Fajã do Cabo Girão.
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