‘Requiem’ de Mozart na Sé proporcionou deliciosos momentos musicais

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Fotos: Rui Marote

A Orquestra Clássica da Madeira, acompanhada pelo Coro Sinfónico Inês de Castro, de Coimbra, proporcionou na noite de hoje, sexta-feira, um momento musical memorável, ao interpretar na Sé do Funchal o belíssimo ‘Requiem’ de Mozart. O concerto, de entrada gratuita, teve no entanto um cariz solidário, já que a assistência contribuía com o que quisesse, a favor das vítimas dos incêndios de Agosto na Madeira.

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E, quer por uma razão – a qualidade da música – quer pela outra – a solidariedade – a verdade é que o público compareceu em massa, enchendo todos os cantos da vetusta igreja quinhentista. E foi um prazer, de facto, observar públicos de todas as idades e características, desde os melómanos de gema ao homem que ostentava um cachecol de um clube de futebol, desde a criança que ainda nem tinha aprendido a andar aos adolescentes, desde o estrangeiro ao madeirense.

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A culminar um concerto cuja primeira parte do programa se ocupava de uma – se bem que magnífica – missa por alma dos mortos, e em contraponto, esteve o Hino da Alegria da 9ª Sinfonia de Ludwig Van Beethoven, da qual foram tocados excertos. E quão estranhamente apropriado, naquela peça que anuncia que todos os homens são irmãos e que exorta à solidariedade, ao calor humano e à alegria, ver uma criança a gatinhar, satisfeita, em direcção à orquestra… Este foi um belo momento de celebração da música, com duas das suas principais referências do cânone ocidental, e que encheu o templo funchalense como há muito tempo não se via. A popularidade das peças, aliás, bem o exigia. São duas das mais belas criações e a sua audição exige-se muitas e muitas vezes. Ao vivo, ganham sempre em impacto e grandiosidade.

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O público concordou e não arredou pé. Muitas e muitas pessoas assistiram em pé ao concerto, o que atesta não só do excelente desempenho da orquestra e do coro, além dos solistas, como da qualidade da acústica da Sé, que beneficia a interpretação de peças como estas, claramente audíveis praticamente de qualquer lugar no seu interior.

Claro que o facto de o concerto ser gratuito contribui à afluência do público a eventos como este. Mas espera-se que o factor solidariedade não tenha sido esquecido.

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Como solistas, neste concerto, estiveram a madeirense Mariana Pimenta (soprano), Cátia Moreso (mezzosoprano), Alberto Sousa (tenor, também madeirense) e Ricardo Panela (barítono). A dirigir, o maestro Artur Pinho Maria.

 


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