Várzea Park: moradores sem elevadores por recusa da OTIS em negociar

Foto: Fabíola Sousa- Várzea Park
Foto: Fabíola Sousa- Várzea Park

A situação no edifício Várzea Park, em São Martinho, continua difícil com elevadores sem funcionar. Em causa a “não abertura por parte da empresa OTIS em negociar com a administração do prédio”.

Como o Funchal Notícias a 26 de Setembro, os elevadores deixaram de funcionar devido à penhora por dívidas da antiga administração (Charib) do condomínio à empresa de manutenção de elevadores OTIS.

Foto: Fabíola Sousa- Várzea Park
Foto: Fabíola Sousa- Várzea Park

Há quase dois meses que os moradores se deparam com esta situação e a actual administração do Várzea Park encetou negociações com a OTIS para resolver o problema do pagamento da dívida, mas não há abertura por parte da OTIS garantiu ao FN, Sérgio Jesus, administrador da empresa que gere, actualmente, o condomínio, a MADecondoninium.

“Não há abertura por parte da OTIS em negociar com o Várzea Park, nós já tentamos, temos soluções mas a OTIS só aceita a possibilidade de pagarmos os 85 mil euros de dívida da anterior administração. Estão irredutíveis mesmo sabendo que há ali situações de moradores graves, eles não querem saber”, explicou Sérgio Jesus, acrescentando, que a OTIS não assume que colocou a funcionar em 2007 elevadores sem certificação.

Foto: Fabíola Sousa- Várzea Park
Foto: Fabíola Sousa- Várzea Park

O impasse mantém-se também porque a OTIS avançou, já em 2015, com novo processo judicial por nova dívida de 183 mil euros do Várzea Park à referida empresa.

São dois processos diferentes mas que a OTIS exige o pagamento imediato sem a possibilidade da actual administração do prédio poder negociar um plano de pagamentos, “ou pagamos os 268 mil euros à OTIS, ou tudo continua igual, nem aceitam a possibilidade de um plano de pagamentos”, refere o administrador.

Sérgio Jesus diz que há abuso de poder por parte da OTIS, através dos contratos abusivos praticados pela empresa e o administrador não aceita o facto de os elevadores começarem a funcionar em 2007 sem certificação.

Foto: Fabíola Sousa- Várzea Park
Foto: Fabíola Sousa- Várzea Park

De acordo com Sérgio Jesus a OTIS quando faz os contratos com os condomínios e os pagamentos começam a ficar em atraso a empresa “não reclama e deixa as dívidas acumularem por três ou quatro anos para depois rescindir com justa causa, pois os lucros que têm com os juros de mora das dívidas dá mais lucro à empresa”, esclarece, salientando, que é nestas situações que considera “os contratos da OTIS abusivos”, situação que agora acontece com o edifício Várzea Park.

A actual administração está a fazer o que pode, mas há uma guerra aberta entre a OTIS e o Várzea Park e os prejudicados continuam a ser os mesmos. Quem paga a factura são os moradores que continuam sem elevadores.


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