
*Com Rui Marote
A actuação de um funcionário da APRAM a quem foi atribuída a responsabilidade pela gestão de São Lázaro, onde se concentra a náutica de recreio e também algumas embarcações de pesca de pequenas dimensões, está a merecer contestação de alguns utentes e mesmo de quadros ligados à administração portuária. Algumas decisões têm despertado descontentamento, a última das quais tem a ver com a chegada, a 6 de Novembro, de um navio cimenteiro, o ‘Roaz’. O navio vindo de Setúbal na tarde do passado dia 6 deveria dirigir-se à Praia Formosa para descarregar o cimento, mas acabou por ter de enfrentar uma espera de 24 horas.

Tudo porque a lancha de cabos dos Pilotos, que estaria necessariamente envolvida na manobra de atracação, viu-se impossibilitada de sair. Estas lanchas nunca podem estar condicionadas no seu movimento nos portos da Região, mas, acusam alguns, o dito responsável, Nélio de Gouveia Sousa, permitiu a atracação de canoas à embarcação, tornando-a temporariamente inoperacional. Segundo as fontes do FN, consta que a APRAM terá de indemnizar o navio pela longa espera.
Outro caso que criou desagrado tem a ver com um pedido dos capitães e pilotos da barra da Autoridade Portuária, que terão pedido no dia 7 de Novembro para retirar um catamarã que estava fundeado e colocá-lo na nova marina. Porém, o dono da embarcação – que está a pagar o seu lugar na marina nova – alegou que não podia ir para o lugar que lhe competia, porque tinha sido lá permitida a atracação de iates privados. Há vozes que acusam este funcionário que dirige o varadouro de se ter recusado a mandar retirar os ditos iates.
A imposição da liderança deste funcionário tem sido bastante contestada nos círculos do porto do Funchal, pelo que o FN conseguiu apurar.
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