PCP denuncia carências habitacionais em Câmara de Lobos

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O PCP esteve hoje presente na localidade de Câmara de Lobos, onde considerou que são necessárias novas respostas de política habitacional. A iniciativa comunista contou com a voz de Alexandre Fernandes, deputado municipal em Câmara de Lobos, nas declarações à comunicação social, tendo aquele responsável afirmado que há hoje, novamente, graves problemas de carência habitacional, vítimas das políticas de “terrorismo social”.

“Durante muitos anos construíram-se vários empreendimentos de índole social com o objectivo de colmatar o grave problema de habitação que a Madeira possuía. No princípio deste século, fruto de alguma melhoria ao nível salarial bem como do acesso ao crédito bancário a juros baixos, foi possível a uma parte da população adquirir casa própria”, refere o PCP.

Contudo, e como consequência da crise que atingiu o nosso país, e de modo particular a nossa região, “milhares de madeirenses ficaram sem trabalho com as consequências que são já bem conhecidas de todos. A emigração, as falências, a entrega de casas aos bancos, as penhoras, entre muitas outras situações provocadas pelas desastrosas políticas de direita, passaram a fazer parte do nosso quotidiano”.

O Governo Regional e as Câmaras Municipais deixaram de considerar a política de habitação social como sendo uma prioridade, consideram os comunistas. “Voltamos hoje a ter, sem considerar as situações provocadas por intempéries e incêndios, graves carências a nível habitacional, e onde não se vislumbram soluções no imediato”, acusam.

Dizem os comunistas: “Diariamente chegam-nos pedidos de ajuda pelas mais diversas razões. Casais que devido à falta de trabalho, e que tendo ficado sem moradia, regressam à casa dos pais. São habitações que devido ao seu estado de degradação não oferecem condições de habitabilidade e segurança para os moradores, isto apenas para citar algumas situações. Por tudo isto é necessário que o Governo Regional volte a assumir a questão da habitação social como sendo uma prioridade, para não voltarmos a ter situações que fazem parte da nossa memória colectiva. É necessário definir um Plano Regional de Habitação porque, não sendo esta uma situação de rápida resolução, assume um papel prioritário face às necessidades da população”, declarou Alexandre Fernandes.

 


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