Madeira treina resposta a ciberataques

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Fotos DR.

Uma sequência de ataques no ciberespaço despoletou, ao longo desta semana, um conjunto de respostas concertadas por parte das várias entidades, incluindo do Governo Regional, que participaram no exercício anual de ciberdefesa do Exército Português.

Esta iniciativa, que decorreu de 07 a 11 de Novembro, teve como objetivo exercitar e avaliar a capacidade de resposta do Exército face à ocorrência de ciberataques, de âmbito nacional ou internacional, nomeadamente afetando as suas Comunicações e Sistemas de Informação que suportam o Comando e Controlo (C2) e que, por essa razão, ponham em causa a obtenção da superioridade de informação das Forças Terrestres.

Constituindo uma oportunidade única de treino cooperativo, oferecida também a organizações externas ao Exército, a PaGeSP – Direção Regional do Património e de Gestão dos Serviços Partilhados, a convite daquele Ramo das Forças Armadas, decidiu, desde a primeira hora, integrar o grupo de mais de cinquenta organizações nacionais envolvidas.

Este exercício materializou, assim, uma oportunidade para a condução de treino especializado, contribuindo para a consolidação da edificação da capacidade de ciberdefesa no Exército e para a Cibersegurança Nacional, permitindo à Região analisar as vulnerabilidades e avaliar os riscos emergentes do ciberespaço, incluindo os condicionamentos que a descontinuidade territorial comporta e a consequente dependência das comunicações transmitidas através de cabo submarino, testando para esse efeito procedimentos e capacidades.

perseu2Consciente da importância crescente desta temática e da necessidade de estreitar a cooperação civil-militar (CIMIC) neste domínio, o Exército, segundo uma lógica de serviço público,  assumiu o compromisso de apostar no desenvolvimento de iniciativas concretas com o Governo Regional. Ao longo do exercício “CIBER PERSEU 2016”, a Zona Militar da Madeira e o Governo Regional, através da PaGeSP, estarão envolvidos na resolução de uma crise no ciberespaço, procurando assim, maximizar a resultante dos seus esforços conjuntos, contribuindo para a mitigação dos efeitos dos ciberataques e para a gestão dos riscos que uma situação desta natureza coloca à Região. Neste contexto, estará empenhada uma equipa tática especialmente dedicada à gestão de incidentes de segurança e uma célula de decisão na PaGeSP. No Palácio de São Lourenço, estará sedeada a célula de gestão de crises CIMIC (incluindo observadores de organizações públicas e privadas) e na Academia Militar, em Lisboa, ficará colocado um especialista, destinado a assegurar o controlo de execução do exercício.

Este exercício acolhe com o estatuto de “jogador”, para além da PaGeSP, o Centro Nacional de Cibersegurança, a Marinha, a Força Aérea Portuguesa, a Guarda Nacional Republica, a EDP, a Caixa Geral de Depósitos entre outras entidades e organismos civis. Com o estatuto de “observador”, o “CIBER PERSEU 2016” contará com a presença de entidades ligadas à cibersegurança tão diversas como a ANPC, PSP, o Centro Nacional de Ciberdefesa, assim como a Galp Energia, o Banco de Portugal, a SIBS e, ao nível da Região, o IASAÚDE, Colégio Salesiano, MCComputadores, Cimentos Madeira, entre outras.


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