Máquina destrói cobertura da gare do porto

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Rui Marote

A máquina que dá apoio à  colocação da escada aos navios de cruzeiro em manobras de deslocação embateu na estrutura da gare marítima, causando um rombo (ver fotos).

A Administração dos Portos da RAM aguarda o material para substituir a parte danificada. O mais grave já aconteceu: o tecto da gare apresenta algumas fendas e já começou a meter água quando chove. Tudo isto se deve ao excremento das gaivotas, que é corrosivo, e que vai destruindo a estrutura metálica.

As gaivotas teimam em fazer poleiro do edifício, embora durante largas horas do dia o falcão afaste estas aves marinhas da família Laridae.

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Enquanto a lota do Funchal permanecer no interior do porto, estes problemas continuarão a existir. O falcão funciona a determinadas horas, talvez não as ideais. O nascer do sol e o pôr do sol seriam horas óptimas – é nestas alturas que as gaivotas mais utilizam a cobertura da gare.

Não há muito tempo, assistimos a um episódio inesperado no cais norte. Eram 8h30 da manhã quando o carro da falcoaria chegou ao cais, que se encontrava coberto de centenas de gaivotas na zona da lota. A viatura devidamente identificada deixou um homem na zona onde estavam essas aves, enquanto o carro percorreu toda a extensão dessa muralha, efectuando inversão de marcha. Estava convencido de que o falcão iria entrar em acção, mas afinal o homem substituía essa ave de rapina… limitando-se a bater com as mãos e os pés para afugentar as gaivotas. Regressou ao carro, que nem chegou a desligar os motores, e desapareceu. Serviços superado. Quem fiscaliza? Quem paga a factura? A APRAM.