Trabalhadores da salubridade acusam Câmara do Funchal de discriminação

limpeza1Os funcionários do Departamento de Salubridade da Câmara Municipal do Funchal estão descontentes com várias situações que penalizam a sua carreira profissional e queixam-se de estarem a ser discriminados pela autarquia.

O ambiente de insatisfação chegou ao conhecimento do Partido Popular Monárquico (PPM) na Madeira, que pretende confrontar a autarquia com os problemas que se fazem sentir naquele sector decisivo.

O caso mais recente tem a ver com os incêndios que fustigaram a cidade. Alegam os funcionários terem sido destacados para operações de limpeza das áreas afetadas, ainda em fase de rescaldo, sem normas elementares de segurança garantidas, concretamente no que respeita à distribuição de equipamentos adequados. A falta de máscaras foi um dos reparos transmitidos a ao representante do PPM-M, Paulo Brito. Em zonas calcinadas e fumegantes, os trabalhadores camarários terão estado sem proteção adequada, sujeitos à inalação de fumos e cinzas, prejudiciais à saúde.

O dirigente do PPM, que já reuniu com os funcionários, ficou ainda a saber que estes funcionários, aquando dos fogos, não terão gozado de dispensa laboral, à semelhança do que aconteceu com os restantes colegas da instituição, o que consideram uma atitude discriminatória.

Mas o descontentamento já vem de longe e assume outros contornos. A luta pela obtenção de uniformes dignos e em condições é uma das questões centrais no Departamento de Salubridade. Lamentam a falta de vontade da autarquia na substituição das fardas de trabalho, sendo necessário apresentarem-se mesmo em muito mau estado para serem trocadas, ou seja, rotas e com buracos. Para além de se tratar de um trabalho sujeito a muita sujidade, os funcionários queixam-se que só têm direito a duas camisolas, uma a lavar e uma a usar, o que causa problemas quando acontece alguma estragar-se.

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Também no calçado a autarquia não estará a cumprir com os prazos, mesmo sabendo do desgaste e dos riscos de contaminação inerentes à profissão. Antigamente, referem, esse mesmo calçado era substituído de seis em seis meses, mas agora a substituição só ocorre quando o mesmo se encontra seriamente desgastado pelo uso diário.

Ao dirigente do PPM-M foram também dados a conhecer casos de funcionários, que tendo atingido a idade da reforma, continuam ao serviço por imposição da autarquia, com a argumentação de que ainda não terão tempo de serviço suficiente.

Perante estas queixas, Paulo Brito interroga-se como pode o executivo camarário cuidar bem de todo um município se não é capaz de cuidar dos seus próprios funcionários.


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