Vandalismo volta ao Parque Ecológico, responsáveis falam em terrorismo à solta

Caixa onde se encontrava a motobomba. (Foto Associação Amigos do Parque Ecológico do Funchal)
Caixa onde se encontrava a motobomba. (Foto Associação Amigos do Parque Ecológico do Funchal)

O Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha, no Parque Ecológico do Funchal, voltou a ser alvo de atos de vandalismo e assalto.

No passado domingo, quando os voluntários da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal chegaram ao local para mais uma jornada de rega das pequenas plantas endémicas, encontraram a área da nascente vandalizada.
Raimundo Quintal, o responsável da associação, já expressou a sua revolta e indignação pelo que designou de um ato terrorista contra o ambiente e a biodiversidade.

“Há terroristas dentro da sociedade madeirense. Um Daesh contra o ambiente a biodiversidade”, sublinhou em declarações à RTP-M.

A forte vedação foi destruída. (Foto Associação Amigos do Parque Ecológico do Funchal)
A forte vedação foi destruída. (Foto Associação Amigos do Parque Ecológico do Funchal)

Desta vez, para além dos estragos em vedações e outros equipamentos de rega, foram roubados uma bomba de elevar a água (a segunda) e o respetivo combustível, o que impede os elementos da associação de refrescar as plantas.
As autoridades policiais foram informadas do sucedido e os Amigos do Parque Ecológico esperam que desta vez sejam encontrados os responsáveis.

Com o calor das últimas semanas, as pequenas plantas endémicas que crescem no Cabeço da Lenha precisam de água semanalmente. Trabalho árduo que os voluntários da Associação dos Amigos do Parque Ecológico fazem com gosto.

 (Foto Associação Amigos do Parque Ecológico do Funchal)
A canalização também foi seriamente afetada. Não há como regar as plantas. (Foto Associação Amigos do Parque Ecológico do Funchal)

Na manhã de domingo, quando lá chegaram para regar as plantas, encontraram a fonte de água vandalizada. Vedação destruída, canos cortados. A motobomba, que permite elevar a água de uma nascente até à área de plantação, tinha igualmente desaparecido do interior de uma caixa de betão, também ela arrombada. A forte protecção de rede foi cortada, os tubos de ligação foram serrados, e a bomba foi levada.

Os bombeiros ainda tentaram ajudar emprestando uma bomba, mas com os tubos serrados não houve nada a fazer. Situação que faz perigar muitos meses de dedicação e cuidados.

Recorde-se que o Parque Ecológico do Funchal tem sofrido nos últimos anos os efeitos devastadores dos incêndios. Este ano, as chamas ficaram apenas a 300 metros de distância do Cabeço da Lenha, um espaço destinado à educação ambiental e que conta com a colaboração de voluntários na sua reflorestação.

Os responsáveis pela Associação dos Amigos do Parque Ecológico não escondem a indignação e tristeza pelo facto de haver quem queira sabotar um trabalho exaustivo em prol do equilíbrio da floresta indígena, cujos resultados são decisivos para asegurança da própria cidade do Funchal.