Bombeiros profissionais garantem que meios aéreos podem combater incêndios na Madeira

fernando curto associação nacional de bombeirosA Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) sugeriu que a Madeira tivesse disponível um helicóptero médio polivalente, preparado para uma primeira intervenção rápida no combate a incêndios, mas que também pudesse intervir em caso de problemas de saúde ou outras situações de emergência.

A posição foi avançada esta quarta feira pelo presidente da ANBP e vem contrariar a ideia generalizada há muito de que, na Região, não é viável a utilização de meios aéreos no combate a incêndios.

O dirigente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais realçou que, à semelhança de outros, no passado, o incêndio florestal que deflagrou na Madeira na segunda-feira e que se alastrou a áreas urbanas teve início numa zona de difícil acesso, onde os bombeiros não podem chegar, nem com meios humanos, nem com meios materiais, pelo que era “mais fácil e proveitoso” que os meios aéreos atuassem logo.

Foto: Florentina Nóbrega
Foto: Florentina Nóbrega

Fernando Curto, em declarações ao Diário de Notícias de Lisboa, garante que é “tecnicamente possível” a operacionalidade de meios aéreos na Madeira – helicópteros médios ou pesados ou mesmo os “Canadair”- e que tal só não tem sido possível em resultado de falta de vontade política. O anterior Governo Regional, liderado por Alberto João Jardim, é apontado por Fernando Curto como o responsável pela inexistência de aparelhos aéreos de combate às chamas.

“A argumentação que na altura se colocava era que a situação geográfica e as situações dos ventos na Região Autónoma da Madeira não permitiam que esses meios atuassem. Não é verdade, porque quando há esse problema os aviões também não aterram na Madeira. Na altura, provámos e justificámos até ao próprio Governo que era um erro não se usarem os meios aéreos, mas pronto, era uma opção política e o Governo nunca optou por ter meios aéreos na Região Autónoma da Madeira”, explicou.

O dirigente destacou ainda que este parecer da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais era baseado em opiniões manifestadas por técnicos e especialistas em aeronaves.

“A questão que se coloca aqui é se o Governo quer ou não investir nisso”, sublinhou.