Incêndios: CDS estranha ‘briefings’ separados entre Câmara do Funchal e Governo

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O CDS deslocou-se hoje ao RG 3 e aos Bombeiros Municipais do Funchal. Foto DR

O CDS-Madeira está a promover ações de voluntariado com o auxílio das suas concelhias para ajudarem na reconstrução.

O presidente do partido, Lopes da Fonseca constatou a coordenação entre as forças de segurança, mas estranha os “briefing” televisivos, em separado, do presidente do Governo Regional e do presidente da CMF.

Eis o teor do comunicado do CDS-M:

“A vaga de incêndios que desde a tarde de segunda-feira assola as freguesias de S. Roque, Santo António, Monte e Imaculado Coração de Maria, no concelho do Funchal, mas também as freguesias do Campanário, na Ribeira Brava, e dos Canhas, na Ponta do Sol, tem causado o pânico geral, profunda consternação e sofrimento, em consequências do rasto de destruição causado pelas chamas incontroláveis.

Dezenas de famílias ficaram sem casas e privadas dos seus haveres. As populações das localidades referidas viveram horas de profunda angústia e sujeitaram-se a uma prova de coragem inigualável na defesa das suas próprias vidas, mas também na forma exemplar e destemida como têm colaborado com as cooperações de bombeiros, as forças de segurança, a Protecção Civil, as instituições de solidariedade, Cruz Vermelha, Cáritas, PSP, GNR e as Forças Armadas.

Neste momento de provação e dor para dezenas de famílias, o CDS/PP Madeira, através do seu presidente, António Lopes da Fonseca, do líder parlamentar e vice-presidente do partido, Rui Barreto, e do vereador em exercício na Câmara do Funchal, Luís Miguel Rosa, expressam total solidariedade às populações atingidas e reconhecem o empenhamento de todas as forças de segurança na defesa das populações e dos seus bens.

Com o objectivo de inteirar-se da dramática situação, uma delegação do CDS/PP Madeira deslocou-se esta terça-feira ao quartel dos Bombeiros Municipais e ao Regimento de Guarnição-3 (RG3), onde ficou a conhecer a coordenação entre as forças de segurança, no caso dos “soldados da paz”, e o grande sentido de ajuda e solidariedade prestado às populações desalojadas e temporariamente colocadas no RG 3 pelos militares, Cruz Vermelha e Segurança Social.

Esta realidade contrasta com a falta de coordenação que têm protagonizado o presidente do Governo Regional e o presidente da Câmara do Funchal, com cada um a fazer o “seu” briefing televisivo, em horas diferentes, quando a situação de calamidade e o desespero das populações aconselhavam a uma coordenação institucional, entre os titulares do executivo regional e a principal autarquia da Madeira.

A reconstrução, a ajuda às populações afectadas, a limpeza e remoção dos detritos queimados vão precisar de muitas mãos solidárias e, nesse sentido, o CDS/PP já está a promover ações de voluntariado, com o apoio da Juventude Popular, pelo que os interessados devem dirigir-se ao RG 3 ou à Cruz Vermelha Portuguesa”.