Peixe passa ao lado da lota porque o negócio já foi feito em alto mar pelas grandes empresas

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Fotos Rui Marote

Com Rui Marote

Os pescadores caminham para a reta final da safra deste ano, nomeadamente aqueles que pescam o atum. Como sempre, a sorte sorriu a alguns e o peixe faltou a muitos outros. O pescado que é distribuído, tal como o FN já divulgou em anteriores reportagens, ainda alimenta muitas críticas por parte dos vendedores, por exemplo, na praça do Funchal, no Mercado dos Lavradores.
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A crítica central é só esta: o nosso peixe passa muito ao lado da lota – onde são colhidas estas imagens – porque já é comprado em alto mar pelas grabndes empresas do costume. Os comerciantes incidem as críticas em empresas que gerem uma espécie de “monopólio” oficioso, como a Ilhapeixe, via Vidinha, que na prática ditam os preços.
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Quando o pescado chega aos postos de venda, há que cumprir com as regras de quem manda no negócio e que já o fez ainda antes de cair em terra. Uma prática já denunciada sedm sinais de alteração, num setor habitualmente difícil e polémico.