Utentes esperam e desesperam por reembolsos na Saúde

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*Com Rui Marote

As pessoas esperam e desesperam para ser reembolsadas de parte do dinheiro que despenderam em exames e em consultas no privado, nas instalações do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais, no Largo da Igrejinha, centro do Funchal. Apenas podem almejar a receber a parte que lhes cabe mais de trinta dias depois, na sua conta bancária. Casos há em que chega a mais de três meses.

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Os(as) funcionários (as), atenciosos na sua maioria, não têm mãos a medir, e tentam minimizar a falta que fazem alguns seus colegas, em gozo de férias, para dar vazão às habituais enchentes de pessoas que ali se verificam. As coisas complicam-se sempre que os(as) funcionários(as) têm necessidade, como toda a gente, de fazer uma pausa para ir ao ‘toilette’ ou tomar um café.

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Os utentes protestam, devido ao afastamento temporário destes trabalhadores, mas os mesmos não são máquinas… e reembolsar dinheiro exige cabeça limpa, já que não podem haver enganos. O serviço está a rebentar pelas costuras e exige, também, descentralização. Compete aos nossos governantes encontrar formas de minorar este “sofrimento”… As imagens são bem elucidativas.

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Mas um outro ponto que deve ser tomado em consideração é de que esta enorme afluência aos reembolsos funciona também como um indicador de que os serviços públicos de saúde não estão a conseguir dar conta de todas as necessidades da população – caso contrário, as pessoas não teriam necessidade de dirigir-se ao privado e pagar, para depois serem parcialmente reembolsadas… e esta enorme afluência também acaba por reflectir as falhas do serviço regional de saúde.

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