
Mudam os nomes. Mudam os líderes internacionais dos projetos. Mas, no fundo, a base é sempre a mesma: investimento multinível, investir pouco e ganhar muito, rapidamente. Para os economistas, tudo se resume ao esquema antigo de jogo em pirâmide.
Com ou sem glória, com processos na justiça e alguns membros assassinados e outros a braços com a justiça, há sempre muito e muitos seguidores deste negócio, no mundo e na própria Madeira.
O passado recente parece nada ensinar a estes apostadores crentes no negócio que investem o que têm e o que não têm.
Depois do desaire que foi o “Telexfree” e outros investimentos do género, “Geteasy”, “Libertagia”, só para citar alguns mais mediáticos, eis que o negócio continua bem vivo e sem qualquer sigilo, já que é amplamente divulgado nas redes sociais e com casa cheia de adeptos.
O nome mais recente que paira no ar e que, aparentemente, está a conquistar grande adesão, dá pelo nome de “PayDiamond” e tem, na Madeira, também uma “Brilliantteam” a difundi-lo e a captar associados. O esquema continua a ser o mesmo: investir em rede até ver, com a mesma liderança regional, que acredita, de forma convicta, que assim pode ajudar muita gente a sair das dificuldades económicas.
Por conta do malogro que foi o “Telexfree”, o FN tem conhecimento de que há famílias, por exemplo, no Caniçal, onde houve grande investimento, a viverem hoje na mais absoluta penúria financeira. Quem investiu no início, ainda ganhou alguma coisa, mas os últimos a entrar perderam avultadas somas e continuam a viver momentos muito difíceis. Ao que parece, este processo continua em tribunal e parece arrastar-se no tempo, com milhares de madeirenses sem ver a cor do dinheiro.
Não obstante, eis que nas redes sociais o negócio multinível ressurge, com o anúncio de reuniões, mobilização de líderes, vedetas nacionais que vêm à Madeira divulgar o enésimo plano de negócios e com adesão de um público sedento de um pé de meia para pagar contas a curto trecho.
Legal ou ilegal? Quem o dinamiza, nada tem a esconder e garante que tudo está dentro da legalidade, tal como os anteriores investimentos multinível. Da parte das entidades fiscalizadoras na Região, a indiferença parece ser total.





