Carlos Magno considera irreversível caminhada do jornalismo para o digital

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Fotos: Rui Marote

O jornalista Carlos Magno, que preside à Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC) protagonizou ontem uma conferência promovida pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, que reuniu administradores, directores e jornalistas de vários órgãos de comunicação social no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos. Na oportunidade, o orador procurou abordar a transformação das linguagens artísticas, urbanas e escritas na sociedade actual, e bem assim a migração dos órgãos de informação do suporte analógico tradicional para o digital. Uma mudança irreversível, do seu ponto de vista, e que exige que os projectos jornalísticos se adaptem a conceitos de multiplataforma multimédia, mas que nem por isso acabará necessariamente com os media tradicionais. Além do mais, conforme salientou, a tradição de muitos deles pode funcionar como uma marca distintiva de credibilidade numa globalidade onde a o próprio conceito de notícia, de informação, mudou e muda constantemente.

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Carlos Magno, à esq.

A sua tese pessoal, referiu, embora vá fazendo algum consenso académico, considerou, aponta para que o digital e a net sejam, actualmente, “a rua”. Tudo o que se passa nestes meios é “a cópia do que se passa na rua”.

“Na rua temos os bancos, os correios, as lojas e as nossas moradas individuais. Mas também temos espaços e empresas que são marcas e que se dedicam ao negócio da informação e edição. Essas marcas, ou empresas que se dedicam à comunicação social, têm de estar protegidas pela lei, porque têm jornalistas a trabalhar para elas, têm que ser protegidas pela Lei de Imprensa e têm que ter aquilo a que chamo reserva editorial. Não se pode estar no site de um jornal como se está por exemplo num blogue individual ou noutro espaço qualquer (…)”, afirmou.

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Neste momento, admitiu, existe uma certa confusão e promiscuidade. O leitor ou espectador nem sempre distingue bem. Mas do mesmo modo, não distingue bem uma entrevista feita por um comediante na televisão, de uma entrevista realizada por um jornalista. “No entanto, a entrevista jornalística tem valor editorial, e nós temos que saber preservar esse espaço. Por isso é que eu acho que no digital a preservação do espaço editorial compete aos jornalistas, aos reguladores e aos legisladores. E que é um espaço com características próprias, para o qual caminharemos todos, mais dia menos dia”..

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