‘Nós, Cidadãos!’ denuncia estado do Seminário Diocesano

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O partido ‘Nós, Cidadãos!’ denunciou hoje em comunicado de imprensa que o estado do Seminário do Funchal, considerando que se trata de património fechado, abandonado e vandalizado.

Quem reside ou simplesmente desce a Rua de Santa Luzia, mas também quem trabalhou, ensinou e estudou na antiga Escola Preparatória e depois Básica e Secundária Bartolomeu Perestrelo – que a partir de 1998/99, passou a denominar-se Escola Básica do 2.º e 3.º
Ciclos Bartolomeu Perestrelo – não esquece as cores (Verde) e a beleza estética de um edifício que hoje está fechado, vandalizado e consagrado ao abandono”, denuncia aquela força política.

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Relevando a magnificência e imponência do imóvel – seguramente de relevante valor arquitectónico e histórico este edifício, propriedade da Diocese do Funchal (que no passado dia 19 de Maio assinalou o Dia Diocesano do Clero), datado de 1909, e mandado construir na cerca do extinto Convento da Encarnação pelo bispo da Diocese do Funchal, D. Manuel Agostinho Barreto, conforme relata o Elucidário Madeirense, é agora um espaço cheio de história que pura e simplesmente  envelhece se degrada
silenciosamente, “sem que as autoridades competentes e o próprio proprietário lhe proporcionem um destino à altura do seu real valor (por exemplo, porque não fazer deste belo monumento um novo espaço cultural/museológico da cidade do Funchal?)”, questiona-se o partido.

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O ‘Nós, Cidadãos!’ afirma que o edifício é “quase” constantemente vandalizado por jovens que por ali
passam (sobretudo no período nocturno), e que uma eventualidade/sinistro maior poderá ocorrer a qualquer momento, obviamente com graves danos para todos. Uma realidade que, inclusive, já foi testemunhada pelo Funchal Notícias, que já viu crianças e jovens a entrarem naquele espaço abandonado pela Igreja.

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Se no passado (em 2014) o Governo Regional celebrou contratos de concessão de apoios comunitários, no valor de três milhões de euros, que abrangiam a recuperação de património religioso, o Nós, Cidadãos!”, pergunta-se, a respeito deste assunto em particular, “porque é que as imprescindíveis e reclamadas obras de recuperação deste imóvel continuam por realizar? Será que a verba disponibilizada, pelo Governo Regional de então, era manifestamente insuficiente para as necessidades, ou, uma segunda opção, a referida verba seguiu um destino diferente daquele que é o restauro e a recuperação do património social, cultural e religioso da região?”

O partido “Nós, Cidadãos!”, tendo por base a legislação em vigor para a salvaguarda, recuperação e protecção patrimonial (propriedade pública ou de outras entidades – neste caso, da Diocese do Funchal), relembra, a este propósito, a Declaração de Viena (Maio de 2009), que apela a todos os Governos no sentido de reconhecerem o papel fundamental do património no desenvolvimento e implementação de políticas de recuperação económica
sustentável, pois o investimento em património – e na sua recuperação – constitui uma solução sustentável de sucesso garantido para fazer face à recessão económica que actualmente a região atravessa.

Pela voz de Filipa Fernandes (membro do Conselho Nacional do “Nós, Cidadãos!”) e de Miguel Costa (membro da Comissão Política Nacional do mesmo partido),  o mesmo vem solicitar mais engenho, imaginação e eficiência na solução deste e de outros casos semelhantes, pois se é verdade (e como muitas vezes se diz) que “o património religioso é de todos”, então, e porque tem elevado significado para a
memória e identidade do “nosso povo”, é urgente ser apontada uma solução para o antigo Seminário Diocesano do Funchal.


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