“A Venezuela tem dois caminhos: o Comunismo ou a guerra civil”

Carlos Jorge2
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Carlos Jorge tem raízes na Calheta. É engenheiro, tirou o curso em Portugal, na Universidade da Beira Interior. Regressou à Madeira mas as circunstâncias da vida fizeram-no regressar à Venezuela onde tinha nascido e tem familiares.

Por terras de Simón Bolívar a vida não correu como previa e hoje vive em Nova York, nos Estados Unidos da América.

Contudo, continua a acompanhar com preocupação o que se passa na Venezuela.

Em declarações ao Funchal Notícias, Carlos Jorge foi lacónico.

“Considero que, actualmente, a Venezuela tem dois caminhos: o Comunismo ou a guerra civil, venha o diabo e escolha”, sintetizou.

“Da forma que eu vejo a situação venezuelana certamente muitos dirão que eu sou o profeta da catástrofe, más é o único termo que eu encontro para definir a situação da Venezuela, uma autêntica catástrofe, a todos níveis, social, económica, política, de valores etc.”.

Efectivamente, a situação na Venezuela é periclitante.

Até para comprar comida depende do Bilhete de Identidade, tal o racionamento que já se começa a fazer nas superfícies comerciais.

Os supermercados estão vazios e muitos bens básicos só se encontram nas filas do racionamento, uma vez por semana, numa escala que depende do número do BI.

Depois há cortes frequentes de luz que duram 6 a 8 horas para poupar energia.

O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro está na Venezuela e hoje  vai encontrar-se com associações de portugueses.

José Luís Carneiro admite que a situação é grave, mas não aconselha os portugueses a abandonarem o país.