Com apenas 15 anos, Micaela Abreu é a voz do triunfo do concurso nacional televisivo “Got Talent Portugal”/RTP. Após a consagração, embarca neste momento para a Madeira e deu ao FN uma entrevista, no aeroporto, num misto de simplicidade e felicidade perante a vitória.
O valor do prémio será investido numa carreira musical, talvez fora da Madeira. Para já, quer continuar uma vida normal de estudante, a cantar muito.
FN- Micaela, esta vitória era esperada?
MA – Claro que não. Tudo aconteceu tão depressa que eu própria estou surpreendida. Na audição, estava doente, com uma constipação, e pensámos até em desistir. Depois, com tantos talentos à minha volta, ficar em primeiro lugar é um sonho tornado realidade. Antes da final, estava também constipada mas superei as dificuldades e só tenho gratidão para com todos.
FN – A Madeira organizou-se para votar em peso em ti ?
MA – Não foi só os madeirenses que fizeram o favor de me dar o seu voto mas os portugueses em geral. Fizeram todos muita publicidade e sinto-me honrada com esse apoio.
FN – O que mudou na tua vida depois do prémio?
MA – Ainda não mudou muito. Volto hoje à Madeira. Fui convidada para estar num programa televisivo e dei algumas entrevistas no Continente. Mas não quero que a minha vida mude muito. Quero que fique tudo normal e me tratem da mesma forma. Continuo a ser uma rapariga de 15 anos de idade, estudante e com uma vida normal.
FN – Qual o maior sonho agora?
MA – Gostava de acabar os meus estudos na Madeira e ter uma carreira como cantora lírica ou de musicais. Se isto falhar, o meu plano B é seguir o turismo, de acordo com o curso que estou a fazer na APEL, Curso de Línguas e Humanidades, 10.º ano e que gosto muito.

FN – Qual foi o maior obstáculo nesta tua participação no concurso televisivo?
MA – Foi mesmo ficar doente na audição e antes da final. Nada de especial mas atrapalhou um pouco. Fui medicada e superei tudo.
FN – Como analisas a organização do programa?
MA – Achei tudo muito bem organizado, uma produção excelente e consegui fazer muitos contactos.
FN – Qual a tua apreciação do júri?
MA – Gostei muito. Criei um elo mais forte com o Manuel, porque foi “o meu botão dourado” de início. A Sofia é também um exemplo a seguir e uma grande inspiração para mim.
FN – Como tem sido a reação dos teus pais?
MA – Estão felicíssimos por eu ter conseguido ultrapassar esta etapa. Talvez um dia tenha de sair de Portugal para seguir o canto e tenho a certeza de que eles me vão apoiar a cem por cento.

FN – O que pedes aos madeirenses neste momento de regresso?
MA – Já me deram tudo o que queria: votaram em mim e estou eternamente agradecida e feliz por ser madeirense.
FN- Como antevês o regresso à tua escola, na APEL, desta feita como estrela?
MA – Volto normalmente, muito satisfeita, mas consciente das minhas obrigações como aluna.
FN – Há algum professor marcante na sua vida?
MA – Sim, a professora Zélia Gomes, minha professora dos Quatro Coros na Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia, que sempre me ensinou tão bem e apoiou.
FN – O que farás com o teu prémio de 30 mil euros?
MA – Vou procurar utilizar esta ajuda financeira para investir nos meus estudos futuros. Se eu quiser estudar canto fora de Portugal, poderei assim pagar algumas despesas.
FN – Do vasto reportório que cantaste, qual o teu género favorito?
MA – Não sei bem precisar. Acho que sou uma cantora versátil. Canto os géneros que forem necessários, naturalmente com preparação e estudo. Mas gostaria de ser uma cantora lírica ou de musicais. Vamos ver.

FN – Como tem sido a receção das pessoas, nomeadamente no aeroporto, no regresso agora à Madeira?
MA – Muito simpática. As pessoas dão-me os parabéns e deixam-me palavras de estímulo para que continue a minha vida na música. Fico muito agradecida a todos e espero sempre estar à altura dos desafios.
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