O Partido Nacional Renovador (PNR-Madeira) emitiu um comunicado em defesa da cana-de-açúcar e lamentando que o preço do produto esteja ao preço da lenha.
“A cana-de-açúcar da Madeira, que ganhou fôlego nos últimos anos essencialmente pela promoção dos derivados da aguardente (Poncha, rum…) e do mel e seus derivados (bolo-de-mel, broas…) está outra vez com dificuldade de escoamento. Mesmo a 0,27 €/Kg, os engenhos estão a limitar a compra de cana-de-açúcar porque também não conseguem escoar todo o produto durante um ano. Os responsáveis dos engenhos dizem ainda ter o produto do ano anterior. Como não conseguem vender tudo, também não conseguem comprar tudo. Assim, quem perde é sempre o produtor, que não vê recompensa pela sua produção”, lamenta o partido.
“Quanto a soluções, torna-se cada vez mais evidente que, tal como o PNR-Madeira defende, só através do apoio à exportação conseguiremos garantir um maior escoamento dos derivados da cana-de-açúcar. Não se pode de forma alguma exigir taxas avultadas e transportes absurdos para enviar os nossos produtos para o exterior. O cargueiro que traz contentores cheios e vai com contentores vazios não gasta mais combustível se for com vários desses contentores carregados dos nossos produtos. Mas, para que isso aconteça, é necessária alguma vontade política”, refere.
“Os governos têm de ajudar essencialmente as empresas Regionais/ Nacionais a venderem os nossos produtos, porque é assim que se garante trabalho. Os países com grande exportação também ajudam as suas empresas nessa mesma exportação. É por essa razão que muitas vezes temos produtos estrangeiros mais baratos que os nossos, que vão substituindo os nossos e, com isso, gera-se mais desemprego e mais deficit na balança comercial relacionado com o excesso de importações. Não vivemos sós, precisamos de tudo e de todos. Mas, para o PNR a prioridade é o que é nosso e os nossos”, revela.
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