Pesada dívida leva padre e autarca à África do Sul para pedir ajuda aos emigrantes

 

ÁFRICA DO SUL
O Padre Silvano Gonçalves abençoando a refeição que se ia seguir, no salão de festas da Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Brentwood Park, Benoni. Fotos DR

(Texto e fotos Rui Marote) / O Presidente da Câmara Municipal da Calheta, Carlos Teles, e o pároco do mesmo concelho, Silvano Gonçalves, efetuam neste momento uma visita a vários pontos da África do Sul. O FN apurou que se trata de uma deslocação na mira da generosidade dos emigrantes portugueses no sentido de ajudarem a pagar a pesada dívida resultante da construção da Igreja da Atouguia, na Calheta.

A viagem prossegue com a restrita comitiva madeirense a ser recebida pelo responsável da Casa Social da Madeira em Joanesburgo, entre outros convívios, e com celebrações eucarísticas pelo sacerdote madeirense.

Segundo o FN apurou, a construção da Igreja da Atouguia esteve a cargo do Grupo AFA, tendo o Governo Regional na altura pago a sua parte, de imediato. Mas a paróquia ficou com dívidas por pagar ao construtor, num valor comentado de 600 mil euros. Acontece, porém, que o construtor terá apresentado juros de mora no valor de cerca de 250 mil euros.

O Pé Silvano Gonçalves entrou em negociações com o construtor, tendo a dívida ficado em 94 mil euros. No entanto, para poder saldar a dívida, a paróquia terá contraído empréstimo na banca, por forma a saldar as contas com o construtor e não entrar em penalizações com juros de mora.

Neste momento, a dívida ao banco tem vindo a ser abatida, mas ainda rondará os 500 mil euros, segundo foi relatado ao FN. Um montante considerável para uma paróquia sem recursos, que recorre agora à solidariedade dos emigrantes na África do Sul para cumprir com as obrigações contraídas.