Estudo mostra que Portugal lidera desperdício de aulas a tratar da indisciplina

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Acaba de ser divulgado um estudo do Conselho Nacional de Educação  sobre a organização escolar, mais precisamente sobre as turmas, no período compreendido entre 2001 e 2016.

Uma das principais conclusões deste exaustivo estudo, dirigido por David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação, é de que “turmas de maior dimensão estão associadas a uma maior proporção de alunos com problemas comportamentais, o que implica menor tempo gasto em atividades de ensino e aprendizagem”, justamente para acudir a diferendos disciplinares.

Outro dado apurado que é igualmente relevado: Portugal lidera o desperdício de tempo perdido em aula para acudir a problemas disciplinares.

O estudo não só compara a realidade internacional e, para enquadrar o assunto, traça uma evolução legislativa sobre a organização das turmas, nomeadamente o número de alunos por turma.

Tempo-gasto-em-ensino-e-aprendizagemNo contexto português, torna-se evidente que o número de alunos é geralmente superior ao que seria desejável ao investimento de um ensino mais individualizado e de qualidade.

Segundo o estudo, “fica claro que que quantos mais alunos tem uma turma menor é a rentabilidade do seu ensino. Que a Finlândia não é tão pura assim, e que a Polónia, que aposta claramente na autonomia escolar deixou de ser nossa parceira estatística e brilha a olhos vistos. E também reparamos que em regimes com uma “rédea mais curta” – Japão, Coreia, Rússia –  o número de alunos não afetou a rentabilidade da aula. Sobre o Brasil, apesar de alguns projetos piloto interessantes e que o ComRegras deu destaque, ainda têm um longo caminho a percorrer…”

O FN deixa o link do estudo para poder consultado pelos leitores:

http://www.cnedu.pt/content/noticias/CNE/estudo_organizacao_escolar-as_turmas_versao_final.pdf