André Alves na corrida à liderança da JSD-Madeira: “Tentaram, de facto, associar-me a José Pedro Pereira”

André Alves1
Fotos Facebook, André alves

O presidente da concelhia do Funchal da JSD-Madeira, André Alves vai disputar a liderança com Carolina Silva. O congresso é a 16 e 17 de Abril, em Machico.

Em entrevista ao Funchal Notícias, André Alves considera “salutar” a existência de duas candidaturas e atribui ao ócio de alguns militantes a tentativa de o associar ao controverso ex-líder da JSD-Madeira, José Pedro Pereira.

FUNCHAL NOTÍCIAS: O que o leva a concorrer à liderança da JSD Madeira?

ANDRÉ ALVES: Candidato-me à liderança da JSD Madeira, primeiramente, porque sinto que posso continuar a dar o meu contributo à estrutura. Comecei na concelhia do Funchal e proponho-me, agora, a este desafio porque entendo que devemos fazer tudo o que pudermos em prol da nossa e das gerações vindouras. Pode ser uma gota no oceano, mas acredito que, de alguma forma, poderá fazer a diferença.

Depois, candidato-me imbuído da motivação de muitos militantes, de toda a Região, e com uma equipa multifacetada, cheia de força para fazer mais e melhor pela Juventude Social Democrata.

Há um legado enorme deixado pelo líder que agora cessa funções e, tal como ele, sentimos que devemos e podemos continuar a dignificar esta estrutura, esta grande escola política!

André Alves2FN: Preferia ser candidato único ou acha salutar concorrer com a Carolina?

A.A.: Acho salutar a existência de mais uma candidatura. Vivemos em democracia, partilhamos destes valores e chegar a um momento de decisão como este e ter duas equipas é, de facto, bastante bom.

Além disso, encaramos esta disputa de forma pacífica. Não vejo na Carolina, nenhuma rival. É apenas a cabeça de lista de uma outra candidatura e, acima de tudo, no fim de contas, é uma companheira de Jota e de Partido. Somos todos da mesma estrutura e , no final, teremos todos que remar para o mesmo lado: para uma Jota mais activa, mais transparente, mais coesa. Para uma Jota melhor.

Tenho a certeza que, independentemente de quem for eleito líder da JSD, todos estarão dispostos a contribuir para o futuro desta casa. Se assim não for, não faz sentido andarmos aqui.

F.N: Qual o peso da JSD Funchal na escolha do novo líder?

A.A.: A JSD Funchal é uma das concelhias com maior número de delegados eleitos a congresso e é claro que isso incute-lhe algum peso na escolha do novo líder. Mas não nos podemos esquecer de todas as outras concelhias, de todos os militantes com inerência e, mais importante que isso, da vontade e opinião próprias que cada qual tem.

Se recebo, hoje, o apoio de militantes de todas as concelhias, não posso nem quero centralizar a decisão da escolha do novo líder. Somos 11 concelhos, 11 concelhias, centenas de opiniões.

André alves3F.N.: Houve mesmo “jogadas” para antecipar o congresso?

A.A.: Todos ouvimos falar do processo que deu entrada para antecipar o congresso, quanto mais não seja através da comunicação social. Tal como acima lhe referi, existem centenas de opiniões e essa foi, a dada altura, a opinião e vontade de alguns militantes. É a democracia em prossecução.

F.N.: Há quem o associe ao ex-líder da JSD-M, José Pedro Pereira. Isso é uma vantagem ou desvantagem?

A. A.: Tentaram, de facto, associar-me a José Pedro Pereira. Até em transposição da sua imagem para a nossa candidatura!

É, talvez, resultado do muito tempo livre que algumas pessoas têm ou de uma iminente falta de foco naquilo que é importante. Andamos aqui para lutar pelos jovens e pela nossa estrutura, para dignificá-la e para esquecer episódios que não enaltecem o bom nome da Jota, e é isso que, da nossa parte, vamos fazer!

André alves4F.N.: Indique três medidas que considera cruciais para a juventude, nos tempos que correm, e que os políticos podem ajudar a resolver.

A.A.: Três, infelizmente, são poucas medidas para mudar o futuro da juventude. Prefiro invocar três grandes áreas que representam um papel basilar na vida dos jovens: educação, emprego e a área social. Sem este triângulo temático e sem a devida atenção a cada uma das suas especificidades, não podemos ajudar a nossa e as restantes gerações.

Acredito que em consonância com as devidas entidades, poderemos propor medidas, nestas e noutras áreas (como a saúde, ambiente, desporto, turismo, entre outras) para tentar modificar o panorama atual da vida dos jovens.