O Movimento Partido da Terra (MP-Madeira) propõe baixar a idade da reforma para os 60 anos, dando assim possibilidade aos jovens de poderem substituir aqueles que se reformam.
“A média de idades das pessoas da Função Pública está entre os 50 e os 55 anos, o que em nossa opinião será um grave problema para a Administração Pública nos próximos anos, com os funcionários envelhecidos, com muita experiência, mas com dificuldade em dar respostas céleres em função das solicitações. Mais, agastados com congelamentos atrás de congelamentos, com cortes salariais atrás de cortes e com muito pouca motivação para desempenhar funções com a maior elevação pretendida”, refere um comunicado assinado pelo líder regional, Roberto Vieira.
“Todos os sectores da sociedade laboral estão praticamente neste abismo, sem saber o que fazer para futuro e sentido a impotência de um Estado que descarta as pessoas como se papéis fossem. Este mesmo Estado gasta fortunas (milhões de euros todos os anos) para qualificar pessoas com estudos teóricos e do melhor que há no mundo e depois simplesmente diz-lhes, agora sigam a vossa vida, porque aqui em Portugal já fizemos tudo o que podíamos fazer por Vocês. É uma ironia, mas é a realidade… A pobreza de um País reflete-se pela oportunidade que dá aos seus jovens qualificados”, revela.
Para o MPT “os nossos jovens, nomeadamente, aqueles que estão a estudar nas Universidades e aqueles que já acabaram os seus cursos, podiam iniciar as suas carreiras através de Estágios Profissionais no Governo, Câmaras, Juntas de Freguesia etc., adquirindo desta forma experiência profissional de elevada qualidade. Mas esta medida só teria impacto positivo se depois estas entidades abrissem vagas para efetivar estes profissionais. Caso não se dê este passo, estaremos a explorar pessoas qualificadas, quase como escravos, mal remunerados, durante alguns meses e sem qualquer perspetiva de futuro”.
Segundo Roberto Vieira “a frustração de um jovem qualificado pode ser de uma violência colossal, uma vez que o nosso País descarta-os com a maior das facilidades. Este governo prometeu encontrar condições para trazer de volta aqueles jovens que tiveram que emigrar onde são reconhecidos nesses países como Recursos Humanos de enorme potencial e qualidade. Em «casa de ferro, espeto de pau» é o caso de Portugal. Será que o atual Governo do PS, suportado pelo BE e PCP-PEV terá força para reverter esta situação? Neste momento, somo um partido que só acreditamos vendo”.
“Os jovens que não conseguem emprego ou que não arranjam trabalho no estrangeiro, ficam anos e anos dependentes dos pais que na maioria das vezes vivem com a corda ao pescoço. Estes pais investiram muito dinheiro para qualificar os filhos e o resultado é na maior parte das vezes uma mão cheia de nada. Como podem estes jovens sonhar com a constituição de uma família, se nem eles conseguem dinheiro para viver dia-a-dia”, pergunta.
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