Eduardo Jesus nega que Governo queira rever teto máximo das viagens

FOTO SRETC

A Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura emitiu uma nota destinada a “clarificar” uma notícia veiculada hoje, dia 29 de Fevereiro, pela edição impressa do JM-Madeira, “porque, gravemente, atribui ao Governo Regional uma intenção que decorre da interpretação e da exclusiva responsabilidade do meio de comunicação que a publica, contribuindo para a desinformação da população”, alega o Governo.

A referida notícia, intitulada ‘Governo quer rever teto máximo das viagens”, afirma que o subsídio de mobilidade será revisto. Mas o gabinete de Eduardo Jesus refere que “atendendo à seriedade da temática em causa e pese embora o cuidado de aceder a esta entrevista, apenas por escrito, eis que o jornalista que elabora a peça transforma possibilidades em factos e certezas, retirando, de uma notícia que deveria servir para informar a população, toda a objetividade que era esperada”.

A SRETC afirma que “em momento algum, é dito, pelo Secretário Regional da Economia, Turismo e Cultura, que o tecto máximo seria revisto. Bem pelo contrário. Nenhuma decisão foi ainda tomada e nem poderia sê-lo, sem que sejam conhecidos os números que caraterizam os primeiros seis meses deste modelo”. O comunicado enviado às redacções diz que “para que não hajam quaisquer dúvidas, transcreve-se o que foi respondido à questão colocada pelo jornalista «Não é oportuno avançar, neste momento, com qualquer previsão que aponte para a revisão do tecto máximo de 400 euros. Importa, todavia, esclarecer que, na grande maioria dos casos e ao longo deste período, foi possível de constatar a existência de viagens a menos de 400 euros, o que naturalmente implica que não exista qualquer remanescente a ser suportado pelo passageiro.
Chegamos a ter alguns feedbacks, por parte das entidades nacionais com as quais estamos em conversações, que apontavam para a redução deste teto máximo, mas ainda é prematuro avançar com qual decisão sobre esta matéria. Esta mesma ideia tem sido comunicada por vários passageiros e que justificam a melhor compra recorrendo a antecedência da mesma. Ainda assim, nada está decidido, nem poderia, sem termos acesso aos dados que a lei nos permite mas que a Secretaria de Estado das Infraestruturas ainda não disponibilizou, apesar do nosso pedido ser de 5 de Janeiro».

Face ao exposto, a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura alega que é lamentável que, em contraste com a sua “boa fé” em aceder às perguntas colocadas, “o JM-Madeira tenha transfigurado a realidade, com extrapolações que são da sua inteira responsabilidade, vindo confundir a opinião pública através de uma mensagem que não é correta nem séria e que, em momento algum, poderá ser atribuída ao Governo Regional da Madeira”.


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