Albuquerque esteve na Assembleia a defender política agrícola

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Fotos: Rui Marote

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, esteve hoje no parlamento para defender, sobretudo, a política do seu governo em relação à agricultura. Segundo o chefe do Executivo madeirense, o sector agrícola está hoje em “reconversão” na RAM mas, em seu entender, as condições são positivas, e a mudança em curso é para melhor. Aliás, com fundos europeus a 75% a fundo perdido, o panorama é mesmo decididamente enconrajador, defendeu. Albuquerque deixou claro que o Governo se comprometeu a fazer com que a agricultura deixasse de ser o parente pobre da economia da Região e esta, hoje em dia, é uma área que atrai produtores e empresários. Os apoios da União Europeia, até 2020, cifram-se em cerca de 179 milhões de euros, e contemplará projectos locais, inscritos no PRODERAM – Programa de Desenvolvimento Rural.

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Observou-se um minuto de silêncio em memória de Ornelas Camacho, primeiro presidente do Governo Regional

91 milhões são para investir em explorações agroindustriais e agrícolas, sendo que o restante se divide entre o apoio ao desenvolvimento rural, ajudas agroalimentares, produções em zonas de risco e apoio a áreas florestais.

Sob as críticas e os pedidos de esclarecimento da oposição, Miguel Albuquerque explicou que as eleições legislativas na Madeira fizeram com que o programa Leader, de desenvolvimento rural, começasse mais tarde na RAM do que no arquipélago vizinho dos Açores, mas sublinhou que já foram pagos apoios no valor de 6 milhões de euros”. Cerca de cinco milhões deverão ser distribuídos até ao final do corrente mês, no que concerne a prémios do agricultor, garantiu.

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Os partidos da oposição, porém, não partilham do mesmo entusiasmo, e deixaram isso bem claro: a agricultura na Região só deverá criar 100 postos de trabalho até 2020, o que, para o CDS, que levantou a questão, é profundamente decepcionante.

A presença de Albuquerque no debate mensal na Assembleia Regional foi também aproveitada para, entre outros assuntos, se tecerem críticas sobre o sector da banana, Gil Canha, por exemplo, afirmou ter denunciado durante anos a “roubalheira” no mesmo, aproveitando as declarações do presidente, que disse a Gesba, a empresa para gerir o sector da banana, foi a maneira eficaz de acabar com aquilo a que chamou “vigarice e ladroagem”. Este e outros produtos, considerou, beneficiam hoje de melhores condições de escoamento da Região. A banana representa 18 toneladas por ano.

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