
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, está hoje no parlamento regional para falar da política do seu Executivo em relação ao apoio aos idosos na RAM. E, segundo este responsável, reforçar o apoio domiciliário é a principal aposta governamental.
Segundo Albuquerque, é sempre melhor manter os idosos no seu meio familiar, no seu ambiente. A forma mais humana de tratar os cidadãos séniores é evitar o seu internamento em lares, que pode ser “traumatizante”.
O presidente do Governo Regional, defendendo a qualidade dos lares e dos centros de dia na Região, disse que 3403 idosos são apoiados na Madeira e Porto Santo, em termos domiciliários.
A maioria dos lares na Região são de “alta qualidade”, defendeu. São cerca de 28 instituições, dedicadas ao internamento de idosos na RAM, sendo atribuídos, anualmente, 21.7 milhões de euros anuais para as Instituições Particulares de Solidariedade Social.

Albuquerque fez questão de salientar que o Estado social é uma conquista dos regimes democráticos e não dos “totalitarismos”, e que hoje existem condições sociais de apoio à população idosa que eram impensáveis no passado. O problema é continuar a desenvolver esse mesmo apoio social, perante os novos desafios colocados à sustentabilidade do Estado.
Referindo-se à estratégia de envelhecimento activo, já anunciada por Rubina Leal, Albuquerque referiu que os custos de manter um idoso numa IPSS, devidamente autorizada e auditada, é um pouco menor do que nos lares governamentais .
Albuquerque anunciou mais de 20 camas em Câmara de Lobos, e 60 camas no Lar Santa Isabel. Mas, confessou, não há grande folga orçamental.
Jaime Leandro, do PS, chamou a atenção para uma questão importante, a da solidão dos idosos, à qual é preciso acorrer através de várias estratégias.
Já Ricardo Lume, da CDU, foi mais incisivo, considerando que envelhecer, na Região, é sinónimo de empobrecer, e que há mais de 6 mil idosos na Madeira e Porto Santo, que são obrigados a trabalhar para poderem sobreviver. Por outro lado, reforçou, há tantas dificuldades sociais que as magras pensões dos cidadãos séniores por vezes são o que ajuda a manter as famílias onde há desemprego.
Por isso, o comunista insistiu que era importante estabelecer um complemento solidário para os pensionistas que auferem pensões inferiores ao salário mínimo.
Roberto Almada, do Bloco de Esquerda, foi cáustico ao insistir também nesse complemento, aconselhando Albuquerque, que em breve irá aos Açores para uma cimeira insular, a aprender com o seu homólogo Vasco Cordeiro, já que no arquipélago vizinho um complemento regional ajudou muitos idosos, ajudando a tirá-los da pobreza
Albuquerque, porém, respondeu remetendo esse complemento para o Governo da República, e dizendo que o PSD Madeira e o Governo Regional apoiaram essa reivindicação, ao nível nacional.
Almada insistiu também em que o Executivo de Albuquerque deveria baixar o IVA na restauração na RAM, o que permitiria que os idosos pudessem “comprar mais um litro de leite ou mais um pouco de comida”. Já o governante respondeu dizendo que isso pouco ajudaria aos idosos, em sua opinião.
O deputado do BE disse que o Governo Regional só fala de generalidades no que concerne aos apoios sociais, mas não apresenta soluções concretas como o complemento de pensões, preferindo atirar tal responsabilidade para o governo nacional e não optando, como disse Quintino Costa, do PTP, por um “esforço autonomista” neste capítulo.
O presidente enfrentou também severas críticas de vários partidos quanto ao “caos” que se vive no Hospital, onde tantos doentes idosos passam horas e horas em macas nos corredores da Urgência, e onde tantas pessoas povoam as listas de espera e para as cirurgias e há tantas altas problemáticas.
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