
(Texto e Fotos de Rui Marote) / O FN regista o empenho que as entidades regionais têm na defesa de um Porto com boa imagem e condições para quem nos visita. O “calçadão” é também uma mais-valia inegável. Os projetos em carteira, desde o museu de Cristiano Ronaldo e o novo hotel do Grupo Pestana, para além das novas condições náuticas, são aliciantes dignos de registo nesta centralidade.
Não obstante, todas estas apostas numa “cara lavada” do Porto esbarra com outro contraste que constitui uma verdadeira mancha na porta marítima de entrada na cidade. A 25 metros do cais norte – que sofreu obras de remodelação -, à saída e entrada do molhe, perto da gare marítima da Pontinha – também melhorada – o cenário que se apresenta ao público é todo ele de uma área degradada entre a Lota do Funchal e o entreposto frigorífico.
O FN tem alertado para este péssimo cartaz de visita e volta a insistir: os espaços debaixo do viaduto local apresentam uma imagem negativa com tapumes derrubados há anos, onde o lixo se acumula e as ratazanas se amontoam sem limites, servindo ainda de urinol público. Se não estivéssemos na Madeira, poderíamos afirmar que a imagem é típica de uma cena de pós-bombardeamento na Síria.
A Lota do Funchal está no meio deste cenário e também não deixa de merecer reparo, dado o seu avançado estado de degradação, coberto de amianto, com as paredes já a deixar à mostra o ferro a querer brilhar com a sua ferrugem.
O acesso durante a noite é perigoso, visto que se trata de um labirinto estreito, às escuras, sujeito a quedas na vala entre os futuros armazéns.
Por seu turno, o secretario regional da Agricultura e Pescas tem nas mãos um presente que herdou, aparentemente sem solução à vista.
Este pardieiro que constitui o prédio da antiga Direção Regional de Pescas e atual Lota do Funchal, que já deveria ter sido demolido, tem a escassos metros o tapume e o lixo que já descrevemos e que pertence à tutela de outra Secretaria. Seria desejável um trabalho de equipa para resolver a situação porque os eleitores querem serviço no terreno e não adiamentos para eternas calendas.


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