Depois da enchente do fim do ano, hotelaria atravessa mês de amargura

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Fotos RM

O ciclo repete-se: após o overbooking do Natal nos hotéis e, sobretudo, do fim do ano, as taxas de ocupação da hotelaria madeirense estão em queda livre. No mês de janeiro e até mesmo fevereiro, segundo contam alguns hoteleiros, as taxas de ocupação nem dão para manter as unidades hoteleiras abertas. Uma realidade visível no fraco movimento no centro do Funchal e na Estrada Monumental, com sucessivas esplanadas quase desertas.

Também se poderá argumentar lembrando as elevadas receitas que foram encaixadas no fim do ano e noutros momentos altos das festas e do próprio ano. Acontece que, segundo o FN apurou, o ideal seria que a cidade tivesse um calendário mensal de grandes eventos que garantissem a rentabilização dos muitos investimentos turísticos disseminados pelo Funchal. A concorrência é grande, nesta área, e as despesas não ficam atrás. Uma pista de reflexão para os nossos governantes com a tutela do turismo e da promoção da Região no exterior.

hoteis 4Digamos que dezembro é mês de fartura e janeiro mês de amargura, como aliás acontece em muitas empresas e lares madeirenses, após os folguedos. Só que a dimensão das empresas e respetivos encargos mensais com o Estado e pessoal são de tal maneira elevados, que precisam de “oxigénio” permanente.

O que ainda motiva o turismo é o próximo evento que só acontece no Carnaval e, neste período, regressam em força os turistas, muito incentivados pelas companhias aéreas de baixo custo. Até lá, é fazer como a formiga que guarda nos tempos fartos para sobreviver nas épocas de escassez.

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