
Fotos: Rui Marote

À medida que o Ano Velho caminha para o seu fim, muitas são as pessoas que se divertem, quer em suas casas, quer em restaurantes, quer em unidades hoteleiras, na esperança de que o Ano Novo traga mais felicidade e abundância, e menos austeridade e desgostos.
Os madeirenses, particularmente, com o fim do famigerado Plano de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) que estrangulou a economia da Região, almejam respirar um pouco mais folgadamente. Esperança vã, em certa medida, porque já se sabe o que Orçamento para 2016 traz. E não é muito alívio nem muita folga, certamente.

Longe de todas estas preocupações estão os estrangeiros que agora nos visitam, especialmente aqueles que, donos de bolsas bem abonadas, celebram nos hotéis mais luxuosos da ilha ou a bordo de navios de cruzeiro. Que gozem bem o desafogo económico, e voltem muitas mais vezes para ver o fogo do fim-de-ano e outras belezas da ilha. A economia insular precisa deles.

Quanto ao nosso espectáculo pirotécnico, não precisa de temer este ano a concorrência de eventos similares como os do Dubai: os pobres cidadãos daquele Emirado viram a sua noite de Revéillon obscurecida por um horrível incêndio num prédio de 63 andares, que terá, provavelmente, ceifado a vida a um número de vítimas ainda não contabilizado. Para eles, o Ano Velho não terminou nada bem, e para os que morreram tão inesperadamente nem haverá a perspectiva de um Ano Novo. Caprichos de um destino que nos leva a dizer que devem ser, de facto, aproveitados todos os momentos da melhor forma possível. Entre eles, esta noite de passagem de Ano, apesar da chuva miudinha que teima em cair.

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