Funchal na manhã de Natal é um oásis de calma

Fotos: Rui Marote

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No rescaldo dos lautos jantares da noite de Natal -pelo menos aqueles a que a maioria dos cidadãos ainda se pode permitir, nestes tempos duros – o dia 25 de Dezembro amanhece, tradicionalmente, pachorrento no centro do Funchal. O movimento é mínimo. Ainda não se aproximou a hora de almoço, em que muitos se deslocarão a casa dos parentes para os almoços onde a família se encontra. A maior parte das pessoas permanece em suas próprias casas. A cidade é um oásis de calma e serenidade. As próprias ruas parecem repousar das festas.

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Os instantâneos colhidos reflectem esta modorra, a paz possível em tempos onde o horizonte parece pesado e não se dissiparam ainda os ventos da crise.

Nos cafés da urbe, preguiçam os visitantes e alguns locais. Há sempre quem trabalhe neste dia e, entre esses pouco afortunados, contam-se os profissionais da hotelaria e similares, que têm de deixar a família de parte para servir os outros. Os empregados de balcão e de bar afadigam-se a servir os fregueses. Para quem ontem celebrou em excesso, uma bica sempre ajuda a afastar os vapores da ressaca.

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Turistas ocupam os bancos da placa central da Avenida Arriaga, contemplam o lento caminhar da cidade rumo ao meio-dia. O bom tempo favorece, e há quem não resista a um gelado.

Alguns, poucos estabelecimentos permanecem abertos. Um deles, a cabana onde se vende a sorte grande, os milhões que tantos ambicionam ganhar de modo fácil para afastar de vez as preocupações financeiras.

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As atracções das pequenas cabanas colocadas na Avenida Arriaga estão hoje encerradas. Menos entretenimento para as pessoas, menos maçada para quem quer estar com a família. Não ajuda muito o turismo, mas enfim. Eles lá compreenderão.

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O que não falta, pelo menos, é o presépio colocado nas traseiras do Palácio de São Lourenço. Esse sempre atrai visitantes e não falta que, na manhã deste dia especial, goste de o contemplar de perto. As casinhas preenchem a encosta da enorme lapinha, realizada de uma forma bem madeirense e que sempre seduz os estrangeiros. Não faltam também os cidadãos locais a apreciá-la. É um esforço de quem a faz, mas que vale sempre a pena e é recompensado com as atenções dos transeuntes. Natal no Funchal sem presépio no Largo da Restauração não é a mesma coisa.

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