
(*Com Rui Marote) / A figura do engraxador também era típica na baixa do Funchal. Já foram muitos, mas encontrar hoje um engraxador nas ruas da cidade é cada vez mais difícil.
Antes, havia um homem destes em cada recanto do centro do Funchal. Os clientes eram em número suficiente para todas as caixinhas e banquinhos espalhados pelo passeio, junto ao Mercado dos Lavradores e Jardim Municipal.
Eram tantos que alguns se davam ao luxo de só confiar num, que era efetivamente o seu engraxador. Primavam por uns sapatos bem asseados e ao mesmo tempo sabiam das novidades da ilha. Era dois em um.
Os tempos mudaram. Um sapato impecavelmente engraxado perdeu importância e já não há tempo para ficar sentado à conversa. Só existe dois ou três engraxadores em toda a cidade que obviamente não vivem desta profissão.
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