Revolta e indignação de Ricardo Vieira levam-no a reavaliar a sua posição no CDS

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Ricardo Vieira bate com a porta do Congresso. Fotos Rui Marote

Ricardo Vieira está profundamente magoado com o partido. Ao longo dos últimos tempos, bateu-se por uma reforma profunda dos estatutos do CDS no sentido de o preparar para os novos desafios. Hoje, os congressistas trocaram-lhe as voltas e rejeitaram liminarmente essa discussão. O ex-líder abandonou os trabalhos e está a ponderar ainda o passo seguinte, se impugna a Reunião Magna ou se adota outra posição mais radical face ao partido.

Vieira, em declarações ao FN, lembra que toda a gente no CDS está a par da sua intenção de renovar os estatutos. As propostas de alteração estiveram on line durante uma semana para que os congressistas pudessem conhecer e opinar. Acordada a ordem de trabalhos do Congresso, eis que a maioria vota pela não discussão do que estava previsto. “Para mim, está é uma questão de fundo e não uma mera questão estatutária. Alterar os estatutos tinha por objetivo uma participação mais ativa dos militantes, uma maior transparência na gestão do partido, reuniões mais frequentes do conselho regional, entre outras medidas. Poderiam até ter rejeitado esta reforma estatutária mas o que me chocou mais foi nem sequer aceitarem a discussão”, afirmou o também deputado centrista.

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Lopes da Fonseca, ao propor o adiamento da discussão dos Estatutos, fez estalar o verniz e abalar o Congresso.

Face aos acontecimentos, Vieira considera que não há interesse em falar de coisas sérias no partido nem definir estratégias de fundo mas sim a corrida ao poder e outras trivialidades. Por isso, não participa desse debate sem que as questões de fundo fossem acertadas.

Esta saída de Ricardo Vieira abalou o Congresso e pode ter um impacto mais profundo na vida do partido, já penalizada com o afastamento de José Manuel Rodrigues. Há muita especulação no ar sobre o que o ex-líder fará, mas o próprio não adianta e remete as leituras para os jornalistas.

 

 


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