
Ricardo Vieira acaba de abandonar o XV congresso regional do CDS-PP em total desacordo com a alteração da ordem de trabalhos. A proposta apresentada por Lopes da Fonseca acabou por ganhar por 59 votos, apenas um de diferença dos que se opunham à mudança da agenda dos trabalhos.
O congresso suspendeu os trabalhos devido à saída intempestuosa de Ricardo Vieira, para quem é inadmissível alterar o que já havia sido aprovado anteriormente. “Não há condições para levar adiante um congresso livre”, contestou antes de informar da desistência.
Seria o culminar de um incidente protagonizado logo no início dos trabalhos pelas duas figuras proeminentes do CDS-PP da Madeira. O episódio acabou por causar alguma tensão na sala, levando a reações acaloradas de alguns congressistas.

Lopes da Fonseca agitaria a reunião com a apresentação de um requerimento com vista à mudança da ordem de trabalhos, no seu entender muito centralizada em formalismos estatutários, quando o congresso deverá antes refletir sobre estratégias quanto ao futuro e ao que o eleitorado, lá fora, espera do partido. Propôs a realização de congresso extraordinário para 2016 com vista discutir com mais calma a alteração dos estatutos.
Ricardo Vieira não gostou, entendendo que a alteração dos estatutos, já desatualizados, deveria ser o ponto de partida da ação. Mostrou-se ofendido com o que considerou de deselegância, face ao trabalho realizado.
Teófilo Cunha viria a aumentar a tensão, colocando-se ao lado de Lopes da Fonseca, afirmando que as pretensões de Ricardo Vieira, embora legítimas, pecam pela falta de timing.
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