Oposição denuncia orçamento de continuação da austeridade, PSD contesta

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Foto Rui Marote

A oposição continua a verberar fortemente as opções do Governo de Miguel Albuquerque neste orçamento para 2016, um orçamento que, acusam, poderia ser um verdadeiro orçamento social, desonerando as famílias da classe média esmagadas pelos impostos, mas que apenas regista uma diminuição de um ponto percentual no primeiro escalão do IRS quando, no entender deputados como Lino Abreu, do CDS, deveria contemplar também reduções no segundo e no terceiro escalão.

Ricardo Lume, do PCP, considerou por exemplo que a maioria PSD legítimou mais um ano de austeridade sobre os madeirenses e porto-santenses, ao invés de suprir as injustiças que se foram acumulando.

“Podia ser o princípio do fim da carga fiscal sobre as PMEs e o rendimento dos trabalhadores”, disse. “Mas não,  é uma sequela do PAEF”, considerou.

Roberto Almada, do CDS, também criticou as opções do orçamento, que,  no entender do BE, “não contempla os mais desfavorecidos”.

“Esqueçam os futebois, os JMs e os amigos que comem à mesa do orçamento”, exortou, garantindo que “nenhuma inevitabilidade” de alegada contenção orçamental, fará o Bloco mudar de opinião sobre aquilo que entende serem as prioridades.

O JPP destacou, por seu turno, a falta de compromisso e de responsabilidade do GR às grandes promessas às populações. O orçamento para 2016 mantém uma “orientação ‘paefiana’, com a manutenção da austeridade”.

Já Carlos Rodrigues, PSD, criticou amargamente a oposição, lamentando a sua “falta de educação”, suposta incompetência na análise dos números – principalmente do CDS – e “cobardia política” no encarar das realidades.

Apesar disso, garantiu que o PSD estará disponível para acolher propostas de mérito provenientes de outros partidos.

A discussão hoje esteve “quente” entre CDS e PSD, com os deputados centristas, inclusive, a acusar o presidente Tranquada Gomes de sectarismo na condução dos trabalhos, favorecendo o PSD.

 


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