Câmara Municipal do Funchal destrói lagoa

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RUI MAROTE

(*Texto e fotos de Rui Marote) / Depois do Semeador, a Câmara Municipal do Funchal destruiu do Parque de Santa Catarina uma obra de arte que tinha no centro uma peça escultórica de um nu feminino.

Resta somente o Cristóvão Colombo, mas por este andar, qualquer dia “desaparece”. O FN não compreende o motivo de retirar esta pequena lagoa de cantaria Talvez seja facilitar a entrada de viaturas com materiais de som  e palco quando se realizam os festivais.

Já agora não vá a peça escultórica “voar” como aconteceu com o Paul e Paulina da lagoa do Jardim Municipal, obra que foi parar até New Bedford, EUA, como é sabido.

As peças escultóricas na Madeira mudam de local num abrir e fechar de olhos. Recordamos a estátua da Autonomia, do Aeroporto para a cidade do Funchal. O Semeador bateu recordes em passeios do Campo da Barca para o edificio da Junta Geral e daqui para o armazém e depois para o Parque de Santa Catarina. Passados uns anos, encontra-se nos arredores da Câmara Municipal. Mas não ficamos por aqui; a escultura da autoria de Manuela Aranha, a Pomba da Paz, da Avenida do Mar para a Estrada Monumental; O Gago Coutinho do Jardim Municipal para a entrada da Sá Carneiro.

Não compreendemos esta gestão, com tanta coisa prioritária para fazer a Câmara limita-se a destruir o que está feito  quando a palavra de ordem seria a manutenção de tantas coisas que aguardam recuperação.

Restam para a História as milhares de fotografias registadas.