Estrangeirismos ‘made in Madeira’

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Rui Marote (texto e fotos)

Depois do Tuk Tuks que proliferam já na nossa cidade, trazidos do Oriente, onde pontificam em países como a Tailândia, a Índia, o Nepal, etc., e talvez como um reflexo directo da crise, surgiram também os riquexós a pedal…

Nada de original, portanto. Quanto ao nosso genuíno carro de bois, longe vão os tempos em que atrapalhava o trãnsito passeando turistas ao longo da Avenida do Mar. Condenado á extinção, aparece só uma vez por ano, nas festas de Fim-de-Ano, como decoração. Já nem no Museu Etnográfico, nem em postais existe…

 

O Funchal Notícias, já agora, sugere a compra de uma gôndola em Veneza, para realizar um trajecto entre a Ribeira de São João e a Pontinha, aos fins de tarde, talvez com acompanhamento musical do tradicional rajão, cantando o xaramba. Era uma maneira de introduzir um elemento regionalista nesta ‘mixórdia’ cultural.
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Entretanto, há alguns elementos também surrealistas como na escarpa do Casino, onde temos ‘arte’ que começa a ser fotografava por turistas. Uma raiz de árvore que nos parece quase um dinossauro ou dragão… São as nossas ‘esculturas rupestres’…
E é isto que de ‘genuíno’ apresentamos ao turista à chegada. De resto, estamos cercados de estrangeirismos, entre os quais o nome de certos estabelecimentos, como ‘Dubai’, não faltando a palmeira.
Do que conheço, nunca vi o nome da Madeira exibido fora de propósito no estrangeiro, a não ser nas agências de viagem e no vinho ‘Madeira’ da Califórnia. Mas lá diz o ditado que o que é do vizinho é sempre melhor…