PS compara modelo madeirense de subsídio de mobilidade com o açoriano

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Carlos Pereira, presidente do PS Madeira, reuniu hoje com o secretário do Turismo e Transportes dos Açores, e dessa reunião saiu a convicção de que o PS-M tem tido razão quando levanta questões relativamente ao modelo do subsídio de mobilidade que tem vindo a ser implementado na RAM.

O modelo de subsídio de mobilidade implementado na Região Autónoma dos Açores, diz Pereira, não contém obstáculos e protege os residentes naquele arquipélago. Por exemplo, nos Açores não há tecto máximo para reembolso, como na Madeira, em que se cifra em bilhetes com um custo de 400 euros; na Madeira, ao contrário dos Açores, há certos tipos de tarifas, sem ser Executiva, que não têm acesso aos descontos; o reembolso para os residentes no Porto Santo é manifestamente menor que para os outros madeirenses, já que não existe conceito de bilhete corrido, o que leva a que haja cidadãos de primeira e de segunda na mesma região autónoma, e esta é uma situação que também não existe nos Açores.

Ora, perante esta comparação, o modelo da Madeira fica a perder em tudo em relação ao modelo açoriano, afirma Carlos Pereira. “Isto exige de facto uma reflexão”, exigiu.

Carlos Pereira vê também uma possibilidade de agenda comum com os Açores na questão das telecomunicações para o continente.

“Estamos a pagar valores bastante elevados, mais elevados do que devem ser praticados”, considerou. “Consideramos, tal como o senhor secretário do Governo dos Açores, que existe a possibilidade de redução entre 50 a 75% do valor face àquilo que se pratica hoje”, revelou.

Por isso, Carlos Pereira quer que a PT pratique os preços adequados e Madeira e Açores levantarão esta questão na Assembleia da República, numa proposta comum.