Falta de vacinas persiste também na Madeira e obriga ao uso racionado

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A vacina Pentavalente é a que mais falta faz.

O País tem vindo a atravessar uma falta crónica de vacinas, com reflexos também na Madeira. As vacinas BCG e, sobretudo, a Pentavalente, são aquelas que escasseiam mais. Esta última protege as crianças de cinco doenças, é administrada em três doses, e daí a sua importância. É a mais procurada e a que mais faltas tem.

A administração do IASAUDE esclarece que é um problema que ultrapassa a Madeira e o próprio País, já que reside na falta de capacidade de resposta às solicitações do mercado por parte das indústrias farmacêuticas.

A enfermeira Ana Clara Silva, vice-presidente do IASAUDE, fez o ponto da situação da Madeira ao FN: “Neste momento, há vacinas rateadas porque também os fornecimentos são rateados à Região de acordo com a capacidade de fornecimento da indústria farmacêutica. Daí que a nossa estratégia seja a de atuar com base em prioridades, ou seja, assegurar o mais importante, que é garantir as primeiras e terceiras doses, com um espaço um pouco maior nas segundas doses”. Isto no caso da vacina Pentavalente.

Relativamente à vacina BCG, Ana Clara explica que faz parte do nosso esquema de vacinação, mas o fornecedor único europeu tem vindo sucessivamente a falhar nas entregas. A DGS está a ponderar se deverá mantê-la no esquema de vacinação, porque os riscos estão extraordinariamente medidos, até porque somos um país com muito baixa incidência de tuberculose.

Relativamente à Pentavalente, as faltas  residem numa ausência de capacidade de resposta internacional dos respetivos laboratórios. A procura é maior que no passado, com a Fundação Bill Gates e outras instituições a comprarem as vacinas para distribui-las pelos países com menor capacidade económica.Trata-se de uma prática positiva mas que os produtores ainda não encontraram capacidade produtiva para responder às solicitações mundiais.