Rumo e sem rumo

Paulo Pita da Silva

Na senda das eleições legislativas, de 5 de outubro, Portugal ficou no marasmo político e sobressaltos de vários níveis. Explicando;

A coligação Portugal à Frente, ligando o PSD aos CDS ganhou em número de votos e deputados as eleições.

Durante a campanha, o inquilino de Belém por mais de uma vez falou sempre em “estabilidade” governativa. Pôs-se a jeito.

Do resultado das eleições, a maioria dos deputados encontram-se ligados por uma coligação pré-eleitoral. O que se vislumbra é de facto uma nova coligação pós-eleitoral da esquerda. Muitos homens de esquerda dizem ser esta uma consequência normal dos desejos do Sr. de Belém, e até aqui penso que seja verdade. Tanto falou que agoirou.

A legitimidade democrática, constitucionalmente falando, não duvido que seja possível dentro da legalidade um governo de esquerda ou mesmo da coligação PàF. O que me faz imensa confusão é ver o Sr. António Costa dizer que se pode coligar ao Bloco de Esquerda (comunista caviar), depois de tudo o que ambos disseram uns dos outros durante o período eleitoral. A piorar esta minha dúvida legitima, o facto do mesmo ainda no dia 15 de outubro, dizer que “….uma coisa é um programa eleitoral, outra coisa será um programa de governo…” sic, pois agora o que importa é o programa de governo, e o eleitoral segundo este JÁ NAO IMPORTA.

Sr. António Costa, afinal os portugueses que votaram no PS votaram apenas para seu (leia-se o seu pessoal interesse), ou pelo interesse das propostas do PS?

Da minha leitura, o que o País deseja, além de ter mais uma vez dito que não acredita nos nossos políticos, disse também que desejava um Bloco Central. Do meu ponto de vista a solução de governação com estabilidade seria obrigatoriamente por uma solução entre PSD – PS- CDS, com vista a estabilização de Portugal, sem loucuras, procurando um Portugal mais Social, mais sustentável, mais próximo do cidadão.

No quadro de hoje, e perante a circunstância da Assembleia da República, qualquer outra solução diferente da supra mencionada é sempre uma solução de recurso instável, e que por certo nos levará a novas eleições no prazo de 12 meses. Esta é a minha mais firma convicção.

Disse.


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