Coelho critica falta de médicos nos Centros de Saúde

josé manuel coelho ptp

O PTP realizou hoje uma acção política na qual denunciou, pela voz de José Manuel Coelho, que uma das situações que mais aflige a população de Santa Cruz, bem como os restantes madeirenses, é a falta de médicos nos Centros de Saúde.

De acordo com Coelho, desde a assinatura do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) que os serviços de saúde se têm degradado.

Falando frente ao Centro de Saúde de Santa Cruz, revelou que os médicos de família naquele centro são apenas três, ou seja, “manifestamente insuficientes para a população que precisa dos seus serviços”.

“Os outros utentes, que não têm médico de família, simplesmente não têm assistência médica. Não conseguem marcar uma consulta. Têm de esperar e desesperar por uma vaga, que nunca surge, da parte dos três médicos do serviço de médico de família”, disse o orador.

De acordo com José Manuel Coelho, as consultas são à segunda-feira, e é quando há. Há muita dificuldade da população madeirense ser atendida por um médico no centro de saúde, afirmou.

O que acontece é que a população “tem de se dirigir às clínicas privadas, onde tem de pagar altos preços para cuidar da sua saúde.

O político do PTP antecipa que, com o fim do protocolo entre o sistema de saúde e os médicos privados e clínicas, com a liberalização de preços e o fim de um tecto acima do qual os médicos privados não podiam cobrar, a medicina privada assuma ainda mais um carácter de negócio. Quem sairá mais prejudicado são os mais pobres, os de mais baixas reformas, que não têm dinheiro para ir aos médicos privados.

O PTP promete agir nesta matéria, “agendando um debate com o governo e os deputados”, para debater esta situação na próxima semana.

“Não podemos aceitar que os médicos à medida que vão para a reforma, não sejam substituídos por novos médicos para atender às necessidades da população”.

O Governo, acusou, muitas vezes alega não ter dinheiro para dar a novos médicos, “mas tem dinheiro para dar à Via Litoral e à Via Expresso, 120 milhões de euros por ano. Tem dinheiro para dar aos Sousas dos portos, que exploram três portos de mar e não pagam um cêntimo de imposto à Região. O grupo Pestana explora o Casino, e não paga um cêntimo de imposto. Ora, é preciso pôr esses cavalheiros a pagar”, concluiu.