Quinta do Monte volta às mãos do Governo

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Com Rui Marote

O Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional das Finanças e da Administração Pública, chegou a acordo com a Madeiquintas – Empreendimentos Turísticos, Lda., concessionária da Quinta Jardins do Imperador, no Monte.

Segundo apurou o Funchal Notícias, o Governo Regional receberá finalmente de volta aquela Quinta romântica situada no Monte, onde viveu (e morreu), entre outras personalidades, o Imperador Carlos da Áustria, mas deverá suportar a devolução de 50 por cento do investimento gasto pelo empresário Duarte Correia, da Madeiquintas, no espaço.

Recorde-se que Duarte Correia tinha uma despesa mensal na ordem dos 10 mil euros por mês, na manutenção dos magníficos jardins da Quinta. Já a receita de bilheteira (a entrada custava cinco euros) andava alegadamente à volta dos 900 euros mensais.

A Quinta do Monte, também conhecida por Jardins do Imperador, será entregue em Dezembro e o pagamento será realizado em três ‘tranches’, ao longo dos três meses seguintes e sem juros.

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Em Setembro último, o Funchal Notícias publicou uma reportagem na qual dava conta do estado lastimável do edifício principal da Quinta, mas também mostrava que os jardins estavam bem cuidados e o espaço continuava aprazível.

Na altura, contactámos o Governo Regional, que nos referiu que decorriam nessa mesma altura negociações “no sentido de se alcançar um acordo para pôr fim ao diferendo judicial ainda em curso”, nomeadamente uma acção administrativa especial contra o Governo interposta pelo empresário Duarte Correia, por causa da suspensão do contrato de concessão determinada pelo governo anterior, de Alberto João Jardim.

Conforme nos declarou na altura o gabinete do secretário regional Rui Gonçalves, a ideia para o futuro passava por analisar “cuidadosamente” a melhor solução para rentabilizar este património.

A solução “não poderá deixar de ter em linha de conta a história da Quinta, e do próprio local onde a mesma está implementada, associado a um certo ambiente romântico do século XIX/princípio do séc. XX (…)”, disse.

Questionado, em Setembro, sobre se havia possibilidade de resolver, em breve, a situação, o Governo Regional avançava ao Funchal Notícias que “desde logo, perspectiva-se que seja possível, a breve trecho, concluir as negociações entre o Governo Regional e a concessionária Madeiquintas, para pôr fim ao diferendo judicial ainda em curso, obviamente, desde que daí resulte a melhor defesa do interesse e do erário público”.

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Aparentemente, as negociações chegaram a bom porto, e rapidamente. Mesmo assim, deverão custar muito dinheiro ao Governo.

Deverão ser em breve desenvolvidos os trabalhos necessários à rentabilização deste importante património histórico-cultural.


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