Associação de Técnicos de Arbitragem corre o risco de fechar as portas

ataramA Associação de Técnicos de Arbitragem da RAM corre o sério risco de fechar as suas portas.Tudo porque foi surpreendida com o indeferimento do pedido de destacamento de um técnico (professor de Educação Física) por parte da DRJD / SRE.

O descontentamento está instalado: “Após alguns anos a contribuir para o desenvolvimento da arbitragem madeirense e em particular da modalidade mais representativa – o futebol – dedicou-se nos últimos anos a iniciativas de âmbito solidário e social, bem como ao apoio a iniciativas ligadas ao desporto de lazer e recreação, das quais a mais mediática é a Liga de Veteranos em futebol, o maior evento com prática desportiva regular da RAM, envolvendo 26 equipas e mais de 700 praticantes e cerca de 70 árbitros”.

Ao FN dão conta do seu voluntarismo: “Ao contrário de outras instituições desportivas (associações / clubes) nunca recebeu qualquer apoio financeiro oficial, vivendo exclusivamente do voluntarismo dos seus associados e dirigentes, da angariação de patrocinadores e da quotização dos seus associados (cerca de 100 com as quotas em dia)”.

POr isso, acrescentam, “a sua dinâmica foi agora “premiada” com o corte do seu principal apoio: o destacamento de um técnico por parte da administração pública regional.Ou seja, a DRJD entendeu agora que esta área da prática desportiva não seria fundamental. Ainda em Junho, técnicos desta associação tinham ministrado uma formação ligada à arbitragem promovida pela DRJ…”

Mas ainda se interrogam: “Ou terá entendido que o apoio às causas sociais não são importantes ou não são da sua competência? Ou que o desenvolvimento do desporto de lazer e recreação também não merece ser apoiado?”

Fontes ligadas à ATARAM explicam: “Foi necessário reduzir o número de destacados. E a opção foi destacar técnicos a tempo inteiro para associações e clubes com reduzida demografia federada, para instituições que pura e simplesmente não procuram receitas próprias, vivendo somente do erário público, para clubes / SADs do desporto profissional (desde gestores, treinadores…) que auferem os subsídios que são públicos, mas também para instituições que só se dedicam ao desporto de lazer”.

Daí que a ATARAM, depois de tentar superar todas estas dificuldades e sem entender os motivos que levaram a esta decisão pondera suspender toda a sua atividade, ficando em risco, não só a qualidade organizativa da Liga de Veteranos em futebol mas também os mais de 30 eventos anuais que apoia na área do lazer e recreação e das instituições de caráter social.