JPP denuncia falta de projecto para hospital na Madeira

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Os candidatos do Movimento Juntos Pelo Povo (JPP) pelo círculo da Madeira prosseguiram a campanha eleitoral, esta sexta-feira, 25 de setembro, nas zonas altas do Funchal e em Câmara de Lobos.

O cabeça-de-lista centrou hoje o discurso na questão da construção do novo hospital e denunciou a falta de um projeto por parte da Coligação Portugal à Frente. “Esta é uma questão defendida por todos os partidos, mas se olharmos para o programa da coligação PSD/CDS, não vemos mais nada, além da intenção de estudar a construção do novo hospital no Funchal”, realçou Nelson Veríssimo.

Na página 44 do Programa Eleitoral da Coligação Portugal à Frente pode ler-se: “Promover a reavaliação das prioridades na construção ou ampliação de hospitais, nomeadamente os do Funchal, Amadora/Sintra, Algarve, Évora, Península de Setúbal e Vila Nova de Gaia.”

O JPP defende, por isso, que “o esforço político tem de ser maior, no sentido de convencer o futuro Governo de Portugal a construir o hospital do Funchal, porque é uma necessidade da população da Madeira e do Porto Santo”.

Para ilustrar esta necessidade, Nelson Veríssimo relata um exemplo, referente aos serviços no hospital Dr. Nélio Mendonça. “Os exames de TAC e de Ressonância Magnética são apenas para os utentes internados, de modo que qualquer pessoa que vá a uma consulta externa, e que lhe seja prescrito um exame desta natureza, tem de o fazer numa clínica privada, onde estes exames podem custar no mínimo 250 euros. Se tivermos em conta as pessoas com menos recursos financeiros ou aqueles que têm uma reforma a rondar os 300 euros, poucos terão capacidade financeira para realizar os exames”, lamentou o cabeça-de-lista do JPP.