Particulares imitam governo nas obras à pressa

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Rui Marote (texto e fotos)

Quem não se lembra das inaugurações à pressa dos Governos de Jardim, que tantas críticas geraram? Hoje são os particulares a alinhar pelo mesmo diapasão. O Funchal Notícias esteve ontem ao final da tarde na Rua das Mercês, contemplando o novo prédio das irmãs da Apresentação de Maria.

A azáfama era visível, com dezenas de trabalhadores da Edimade em labuta constante, e com entrada de viaturas carregadas de materiais, para que tudo esteja pronto na segunda-feira, às 8 horas da manhã.

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Neste prédio ficarão instaladas dez turmas do sétimo, oitavo e nono anos. Hoje, a Rua das Mercês ficou interdita ao trânsito, para desmontagem da grua.

Os acabamentos à pressa e a entrada de mobiliário para o novo edifício geraram um autêntico vaivém.

Quanto ao cheiro a tintas, bem, esse será inalado pelos alunos, uma vez que as mesmas ainda estão frescas.

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Os andaimes por desmontar, no exterior, as areias, o cimento e outros materiais acumulavam-se no átrio de entrada.

Muitas pessoas insurgem-se contra a pressa de iniciar o novo ano lectivo sem obras completamente finalizadas. Mas estas vão continuar, com o arranjo exterior do prédio, e só estarão concluídas em finais de Dezembro, altura em que está prevista a inauguração oficial.

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Ou seja, aparentemente os particulares enfermam da mesma doença dos governos de Jardim… Para que um prédio esteja habitável, é necessária uma vistoria da Câmara, dos bombeiros, da protecção civil… Só após estas vistorias é passada uma licençpa de habitabilidade. Se nada disto aconteceu, estamos perante uma ilegalidade. Os bombeiros já vistoriaram as medidas de segurança? Na tarde de ontem uma firma desta área procedia ao descarregamento de materiais.

Mais nos interrogamos: os trabalhos exteriores que irão prolongar-se não incomodarão o normal funcionamento das aulas? E as poeiras que os mesmos irão gerar?

As lições tiradas após 40 anos de inaugurações oficiais à pressa não parecem ter servido de exemplo para que a mesma prática não se repetisse. O ‘vírus’ já chegou aos particulares…