O ‘Partido da Terra’ vai a votos a 4 de Outubro sem o respaldo da coligação das últimas Eleições Regionais e sem estar associado ao nome de João Isidoro. Mas, em entrevista ao Funchal Notícias, o líder regional do MPT e cabeça de lista às Legislativas Nacionais afasta a ideia de orfandade relativamente a João Isidoro.
A luta é no terreno, sem o mediatismo de Marinho e Pinto (agora no PDR) e contra o Governo Regional de Miguel Albuquerque e o Governo Nacional de Passos Coelho e Paulo Portas que, no entender do candidato, tem enganado, maltratado e roubado o povo.
Funchal Notícias: Com que objectivo o MPT concorre pelo Círculo da Madeira?
Roberto Vieira: O objectivo do Partido da Terra – MPT é alcançar um bom resultado na Região e ajudar o partido a crescer a nível nacional. Quanto mais votos o partido tiver mais força terá para reivindicar junto dos Governos, quer regional quer nacional, melhores condições para o povo da Madeira, povo este que tem sido enganado, roubado e maltratado quer pelo Governo Regional de Miguel Albuquerque, quer pelo Governo Nacional de Passos Coelho e Paulo Portas.

FN: Quais são as cinco principais medidas que, em nome da Madeira, merecem ser defendidas na Assembleia da República?
R.V.: Apoiar a «instituição família» a todos os níveis; Combater o desemprego, quer dos mais jovens, quer dos menos jovens; Exigir um novo hospital, desde que em 1º lugar esteja assegurado que não faltará recursos humanos (enfermeiros, médicos, auxiliares, técnicos etc.) nem materiais, medicamentos e equipamentos de diagnósticos e tudo o que seja necessário para um hospital funcionar a 100%; Melhorar a educação, atribuindo apoio nos manuais, materiais escolares e transportes; melhorar a alimentação nas cantinas das escolas; Atribuir mais apoio à agricultura e pesca, pois as festas promovidas à custa destes não atribuem o devido valor a quem trabalha para que os produtos sejam cultivados, ou no caso do peixe, apanhado.

FN: Quem são e o que fazem os seis candidatos efectivos do MPT-Madeira?
R.V: Com o objetivo de eleger um deputado, o Partido da Terra na Madeira aposta numa equipa jovem e composta maioritariamente por mulheres. Dos seis candidatos efectivos do Partido da Terra, quatro são melhores e dois são homens. E são os seguintes:
1º Candidato: Roberto Vieira
Profissão: Professor do 1º Ciclo
2º Candidata: Paula Ferraz
Profissão: Educadora Social
3º Candidata: Catarina Soares
Licenciada em Comunicação
4º Candidato: Fernando Góis
Profissão: Funcionário Público
5º Candidata: Catilina Jesus
Profissão: Assistente Comercial
6º Candidata: Tânia Santos
Licenciada em Serviço Social

FN: O eleitorado madeirense habitou-se a associar João Isidoro ao MPT. Estará o partido a viver uma espécie de orfandade, agora que João Isidoro se associou ao PDR?
R.V.: Longe disso. A pessoa em questão e o respectivo partido só beneficiará da figura mediático do Dr. Pinto, pois se o Dr. Pinto não fosse candidato o partido que agora representa não teria qualquer expressão na Madeira. É um partido com dois candidatos: um candidato à Assembleia da República e outro a primeiro titular de uma conta bancária.

FN: Quanto vai gastar o MPT-Madeira nesta campanha?
R.V: Ainda não temos orçamento definido. Como podem ver pelas ruas da cidade ainda não temos cartazes nem nada do género afixado. Ainda não temos material porque ainda não temos certezas do valor monetário que será destinado a campanha.

F.N: Nas últimas Regionais o MPT, coligado com o PS, não entrou na Assembleia Regional. Para ser eleito são precisos 14 a 15 mil votos. Com 15 forças políticas a concorrer e sem o «palco» da Assembleia, que esperanças resta ao MPT?
R.V. O palco da Assembleia Regional é um palco apenas usado de 15 em 15 dias, durante 3 manhãs, logo não é um palco muito visitado.
O verdadeiro palco de um partido é o trabalho que é feito todos os dias no contacto com a população e isso o Partido da Terra tem feito.
Por esta altura trabalhamos arduamente e esperaremos por resultados…
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