
Num momento em que o debate em torno do acolhimento dos refugiados está ao rubro, a Alemanha toma medidas práticas e decide reintroduzir provisoriamente os controlos das fronteiras para conter o afluxo de refugiados que chegam ao país.
Uma medida que contraria o espírito da União Europeia ao nível da livre circulação de bens e pessoas, através do acordo Schengen.
Mas a Alemanha, através do Ministro do Interior esclarece que se trata de uma política provisória para acabar com o acesso em massa de refugiados à Alemanha, com números exorbitantes.
Os países da UE têm vindo a criticar duramente a política desastrosa da Comissão Europeia na forma como tem gerido o drama dos refugiados, a maioria deles da guerra. Com a decisão da Alemanha, impõe-se que a UE defina com urgência um plano de intervenção comum para esta crise e de medidas de repatriação dos recém-chegados.
O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, anunciou hoje que o país reintroduziu provisoriamente os controlos das fronteiras, para “conter o afluxo de refugiados chegados à Alemanha”.
Por exemplo, Munique é uma cidade alemã saturada de refugiados, tendo entrado 63 mil migrantes em duas semanas.
Jean Claude-Juncker classificou a decisão da Alemã como uma “possibilidade excecional”, devendo ser respeitado acordo de Schengen, em particular na fronteira germano-austríaca.
“A situação atual na Alemanha, à primeira vista, parece ser uma situação abrangida pela regra [ de responder a situações de crise]”, declarou o presidente da Comissão Europeia num comunicado, após uma conversa telefónica com Angela Merkel.
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