BE preocupado com a dívida externa

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A candidatura do Bloco de Esquerda (BE) esteve hoje nas ruas do Funchal, para denunciar, pela voz do seu cabeça de lista Paulino Ascensão, uma “situação caricata”, nomeadamente a de os restantes partidos políticos não serem capazes de reconhecer o principal problema que o país enfrenta, no entender dos bloquistas.

E que problema é esse? Paulino Ascensão esclareceu que se trata da dívida externa.

As restantes candidaturas, acusou, preocupam-se com outras questões, relativas às freguesias e a outros aspectos menores, que, reconheceu, têm razão de ser. Mas a questão da dívida externa, comparou, “é como termos um elefante na sala e estarmos preocupados com as formigas e outros objectos [sic] e não reconhecer que o problema essencial é o elefante que tem de sair dali”.

O elefante destrói e esmaga, disse Paulino Ascensão, continuando apegado à metáfora. E o mesmo acontece com a dívida, que esmaga os salários e as pensões, destrói o emprego, a escola pública, o serviço de saúde.

Os partidos actualmente no governo, acusou, querem agradar aos poderes da banca, e da “senhora Merkel”, mas não apresentam soluções viáveis para a dívida externa.

Esta tem de ser reestruturada, defendeu, pois custa, em juros, 9 mil milhões por ano, o que é mais do que custa o Serviço Nacional de Saúde.

“É preciso reduzir essa conta de juros, para se criar fundos para haver investimento, para se criar emprego, e para recuperar a qualidade dos serviços públicos como a escola e a educação”, disse. Isto além da justiça, outro sector degradado.

Já quanto a partidos como PS, Paulino Ascensão desafiou: “O PS nas regionais defendia a reestruturação da dívida. Então e agora? O que é válido para a Madeira não é válido para o país?”


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