Estela R. é emigrante da Venezuela, onde lhe foi feita uma prótese da anca direita aos 38 anos de idade. No ano passado, acusou sintomas de dor e incapacidade progressiva da anca operada, sendo diagnosticado um descolamento acetabular.
Inicialmente, seguida por um médico ortopedista do Hospital Dr Nélio Mendonça, foi aconselhada por uma enfermeira do SESARAM a procurar outro ortopedista,cujo nome o FN se reserva a divulgar neste momento, alegadamente “mais competente” para resolver o seu caso.
Novamente conselhada pelo recomendado médico ortopedista, foi operada a 2 de agosto de 2013 na Clínica de Santa Catarina, onde permaneceu apenas dois dias, sendo logo transferida, de forma programada, para o Hospital Dr. Nélio Mendonça onde realizaria o restante pós-operatório. Teve alta a 14 de agosto, fazendo a posterior reabilitação no SESARAM. Pagou um total de 7500 euros: 5000 euros, sem recibo ou factura (“para ser mais barato”), diretamente ao médico ortopedista, sendo que a doente dispõe de cópia dos cheques, e 2500 euros, dos quais tem factura, à Clínica de Santa Catarina.
Na nota de alta consta a cirurgia à anca como tendo sido realizada no Hospital Dr. Nélio Mendonça e como tal foi codificada. Segundo a respetiva descrição, apenas parece ter sido substituída a cúpula acetabular original por outra aparafusada.
O radiograma na posse da paciente – pós-operatório imediato datado de 3 de agosto (antes da entrada no Hospital) – uma incidência única AP unilateral, mostra uma prótese não cimentada com cúpula aparafusada protusa para dentro da bacia (provavelmente foi perfurado o fundo do acetábulo) e com parafusos de posicionamento duvidoso (extra-ósseo).
Este radiograma foi o único realizado até agora e não foram devolvidos à paciente os seus radiogramas anteriores, mesmo após pedido explícito, facto que a própria não concorda nem se conforma.
Neste momento, recorreu aos cuidados de outro médico ortopedista, referindo desconforto e limitação da anca operada que se têm mantido desde a última cirurgia. Foram pedidos radiograma, apenas pela segunda vez desde que a mesma foi realizada, há 5 meses.
Um caso clínico que foi feito chegar ao Funchal Notícias e que se divulga para reflexão de todas as partes envolvidas. Tal como noutros serviços do SESARAM, há cirurgias e outras intervenções também de sucesso e de total lisura de procedimentos. Neste caso, algo não está bem no sempre polémico serviço de ortopedia.
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