Há 29 anos, ninguém falava de Comunidade Económica Europeia nem do futuro caudal de subsídios europeus à agricultura. A Caixa Geral de Depósitos era sempre o banco que apoiava os incentivos aos agricultores da banana e da cana de açucar. Já nessa altura, a mão de obra jovem começava a escassear nos campos agrícolas em demanda de outras perspetivas de trabalho.
A imagem dá conta de algumas figuras que se empenharam nos incentivos aos produtores agrícolas, em tempos difíceis, onde praticamente tudo estava por fazer: Egídio Pita, da Cooperativa Agrícola, Rui Fontes, secretário regional da Agricultura e Pescas, Alberto João Jardim, presidente do GR, Ferreira, diretor da Caixa Geral de Depósitos, e Carlos Dória, o responsável pelos serviços de pecuária da Região.
Todas estas figuras promovem uma ação de dinamização da agricultura, pois era necessário fixar os jovens à terra que estava abandonada. Deixou-se de plantar a cana de açucar, a banana era mal paga e enfrentava já a concorrência de Martinica.
Volvidas quase três décadas, urge perguntar: fixar os jovens ao trabalho agrícola? Ideal e nunca realidade. Hoje, mesmo formados, preferem livrar-se da terra que não lhes oferece perspetivas. Apenas os mais velhos ou remediados se resignam ao árduo trabalho de produção agrícola para a sobrevivência em tempos difíceis. A torrente de subsídios da Europa que inundou esta Região ultraperiférica produziu o abandono da agricultura e das pescas. Mas os tempos de aperto financeiro que se vivem hoje fazem com que muitos regressem à terra.
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