
Chegaram hoje às escolas da Região os resultados do exame de Inglês – Preliminary English Test (PET) – dinamizado em parceria entre o Ministério da Educação e a Cambridge. Na Madeira, estiveram envolvidos 2.689 alunos distribuídos por 31 escolas. Até ao final do mês de julho, quem não o fez pode requerer o certificado internacional que agora custará 35 euros.
As pautas foram afixadas esta manhã, com a avaliação global relativa a cada aluno, ficando para o mês de setembro a divulgação dos relatórios técnicos, onde será possível aferir o grau de desempenho em cada um dos domínios da leitura, da produção escrita, da compreensão e interação orais (reading, writing, listening e speaking).
Dados da Secretaria Regional de Educação indicam que estiveram envolvidos 2.689 alunos em 31 escolas da Região no exame PET de 2015 da Cambridge, que este ano, à semelhança de 2014, foi obrigatório apenas para os alunos de 9ºano. A prova era, porém, facultativa para alunos de outros níveis, entre os 11 e os 18 anos de idade.
De acordo com o relatório inicial divulgado pelo IAVE, em termos nacionais, a Madeira obteve resultados satisfatórios, na linha da média nacional, posicionando-se na faixa entre os 34 e os 41% de níveis B1 e B2, os mais altos da classificação.
O PET, que está desenhado para certificar principalmente o nível de proficiência B1 (utilizador independente) do Quadro Europeu Comum de Referência para as línguas, prevê a emissão de certificado internacional da Cambridge aos alunos que tenham obtido nível A2 (45 a 69%), B1 (70 a 89%) e B2 (90 a 100%), mediante requisição e pagamento antecipado de 25 euros. Relativamente a este aspeto, o IAVE informou que está aberta uma nova fase de requisição de certificados, entre 13 e 31 de julho, passando agora custar 35 euros, para dar resposta a cerca de 22 mil alunos que não o fizeram na altura própria.
As conclusões do IAVE, em termos nacionais, apontam para uma “melhoria considerável dos resultados dos alunos face aos registados em 2014, sendo de evidenciar a forte redução do número de alunos com nível A1 ou pré-A1, a subida expressiva do número de alunos com pelo menos o nível B1 e um progresso notório no desempenho da produção oral, cujo domínio é essencial no uso de qualquer língua estrangeira, em contexto de comunicação”.
Face aos resultados obtidos pelos mais de 85 mil alunos que realizaram o PET, o Ministério da Educação considera haver potencial para reduzir a percentagem de alunos sem aprendizagem significativa (alunos com nível A1 ou pré-A1), esperando vir a resolver algumas fragilidades detetadas este ano sobretudo na leitura (reading) e na compreensão do oral (listening), domínios onde foram registados os resultados menos favoráveis.
A divulgação dos relatórios técnicos por escola do Preliminary English Test será feita durante o mês de setembro. Estes relatórios apresentarão os resultados desagregados por nível e por componente, permitindo ainda uma análise da evolução dos resultados de 2014 e de 2015, além de comparar os resultados de cada escola com os resultados nacionais. O IAVE irá divulgar o Relatório Nacional dos testes Key for Schools (2014) e PET (2015) até final do mês de outubro.
Os resultados agora afixados não têm qualquer peso na avaliação final na disciplina de Inglês, situação que deverá alterar-se no próximo ano. O ministro Crato já fez saber que, em 2016, haverá prova final de língua inglesa para os alunos que terminam o 3º Ciclo, devendo a mesma ter um peso de 30 % na nota global, à semelhança de Português e Matemática.
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